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Antônio Carlos Benvindo

O início de 2012 foi marcado por uma guerra que eclodiu no mundo virtual, em virtude da tramitação no congresso americano os projetos SOPA (Stop Online Piracy Act) e o PIPA (Protect Intellectual Property Act) esses projetos mudariam totalmente a internet como conhecemos hoje. Em paralelo algumas providências foram tomadas pelo FBI como a prisão de Kim Shmtz, criador do Megaupload, programa para baixar arquivos na internet.

Diante dessas questões alguns sites fizeram uma espécie de protesto na internet, deixando seus sites fora do ar por um dia no intuito de se rebelar contra esses projetos, grandes sites como: Google, Wikipedia, Word Press, etc. Diante do protesto o projeto foi adiado, mas ainda continuam vivos no congresso, esperando um “cochilo” para ser votado.

A anonymous, grupo revolucionário de hackers fez inúmeras ações de represália ao projeto e a prisão do criador do megaupload, questionando algo que a internet sempre se propôs que foi dar liberdade a todos, acima de tudo compartilhar conteúdo e disseminar informações com maior agilidade.

No Brasil existe há certo tempo um projeto de lei parecido, denominado o AI-5 Digital, em analogia ao ato institucional nº 5 que oficializou a ditadura no Brasil. Esse projeto do excelentíssimo ex-governador de Minas, Eduardo Azeredo, tem o mesmo intuito do projeto americano, restringir o uso da grande rede. O projeto tupiniquim ainda não saiu do papel, mas é necessário ficarmos em alerta.

Esses projetos citados acima tem um só intuito, beneficiar as grandes corporações que sempre viveram da disseminação de conteúdo cultural, que controlam a cultura no mundo, como a Universal, Warner Bross, Disney e outras. A partir do momento que a internet deu oportunidade para disseminar o conteúdo produzido por elas, gratuitamente, as empresas começaram a sentir no bolso os prejuízos, o dinheiro começou a correr pelo ralo, e ai entra as manipulações políticas em prol da retomada desse prejuízo.

O que isso significa? Puro jogo de interesse, uma nova ditadura, marcado para beneficiar apenas as grandes corporações, que contam com apoio político e das grandes veiculadoras de informação. Haja vista, como as notícias são dadas pelos meios de comunicação massiva em seus telejornais. Exemplo, acompanhando o Jornal Nacional no sábado, dia 21 passado, e uma das matérias do jornal era: Veja os prejuízos de comprar um produto pirateado. Matéria tendenciosa ou não?

As grandes corporações tem que entender que o mundo mudou, a maneira de produzir cultura mudou, não podemos aceitar essa imposição provocada para beneficiar apenas os figurões da cultura. As corporações tem que ter consciência, e articular novas maneiras de se produzir cultura, e não jogar suas pedras e culpar a pirataria por seus prejuízos, ao invés de cobrar preços justos à arte que são distribuídas pelas mesmas.

A partir disso, temos que tomar cuidado, principalmente aqui no Brasil com o projeto AI-5 Digital, reiterando, formulada pelo deputado federal Eduardo Azeredo, guarde esse nome para as próximas eleições. Vamos ficar ligados, pois esses projetos são uma afronta à democracia digital que conquistamos com muito custo e depois de séculos de repressão.

 

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Essa pergunta nos traz questionamentos diversos, geralmente negativos. Mas consiste numa “provocação” um tanto quanto arrebatadora, quando paramos para pensar sobre. Está na hora de nos questionarmos sobre o que sabemos sobre nossa cidade, sobre quem somos realmente e qual o nosso papel enquanto cidadãos. Será que aqui é realmente a “cidade presídio” ou a “cidade dormitório”? Se ela é realmente isso, de quem é a culpa por tal estereótipo?

Será dos inúmeros políticos inertes e ineficientes; dos meios de comunicação de massa que insistem em falar de nossos homicídios; dos presídios; do transporte público ineficaz; das ruas de terra ou dos loteamentos sem autorizações. Isso me remonta a Sócrates: “Só sei que nada sei”. Acredito que esses estereótipos se tornaram canônicos na medida em que foram sendo repetidos, a partir daí todos nós acostumamos com esses rótulos. Que tal então mudarmos essa situação?

Será que ao invés de questionarmos, ou ficarmos nas filas dos ônibus lamentando e xingando o profissional que trabalha na empresa, não seria mais eficaz incidirmos nosso foco de luta com quem realmente nos deve respostas? Deixamos de lado a música do Skank que ressalta “nossa indignação é uma mosca sem asas, que não ultrapassa a janela de nossas casas”.

Vamos transformar nossa indignação em ações, pois acredito que as mudanças virão com a mobilização popular e ações propositivas. Muito embora talvez, a nossa geração não veja as mudanças que desejamos ou nem perceba, mas vamos lutar para que os nossos filhos vejam, quiçá nossos netos. Então, que tal deixarmos de assistir a novela pasteurizada dos meios de comunicação massiva e nos reunirmos para propor soluções para nossa cidade.

 

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O que vejo de propostas para nossa cidade não é o esperado por todos; ou pela maioria. Pelo menos é o que acompanho em pequenas pesquisas nos grupos de amigos moradores de Neves. Talvez não só pela certeza consolidada de mais complexos de penitenciárias pra cá, mas também pelo descaso estatal e a inércia das dívidas sociais que ainda não se consolidaram por aqui.

Entra ano, sai ano, muda governo e o que vejo de mudança, talvez não caiba em grão de areia. Ainda acredito que irão se vangloriar e fazer como “Pôncio Pilatos” na próxima eleição.

O descaso se torna real ao vermos projetos estatais, como a “Cidade Administrativa” sair do papel e ser construída como se fosse o “Muro de Berlim”. Exagero meu, é obvio, mas projetos faraônicos para estrangeiro sair do aeroporto de Confins e admirar.

A Copa de 2014 vem aí e o meu temor são os “elefantes brancos” que virão de herança para Belo Horizonte. É inegável que trará progressos para muitas cidades, mas e Neves? Quais os planos para nossa cidade?

Enquanto nenhum planejamento é feito, a Rodovia LMG-806 não saiu do papel e o CEFET ou a Universidade viraram lendas. Dessa forma, volto cobrar, onde está a quitação de nossa dívida social? Gostaria de um mínimo em reparação, um asfalto decente que seja, um transporte digno talvez, ou poder trabalhar dentro da minha cidade e contribuir pra o crescimento da mesma. Será que é pedir demais?

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Sarney foi reeleito presidente do senado, escolhido em votação secreta no Plenário, logo após a cerimônia de posse dos 34 novos eleitos e os 17 que foram reeleitos no senado. Sarney ocupará o cargo pela 4ª vez, com 80 anos, o senador do PMDB afirmou em entrevista a Revista Carta Capital: "Sem dúvida, é o meu último mandato, não concorrei mais".

Analisando o que acontece com nossa política interna, como a reeleição de Sarney ao senado e própria presidência, verifico como há inúmeros remanescentes de uma política ultrapassada. Sarney é um resto de "coronelismo" que perdura em nosso cotidiano, é uma "doença" política que insiste em nos seguir. A Ditadura acabou, mas o coronelismo não.

Sarney foi reeleito presidente do senado, graças as manipulações políticas e trocas de favores entre partidos, para se ter uma ideia dos 81 votos, apenas 8 foram para Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) que era o único concorrente de Sarney, 2 votos brancos e 1 nulo, o restante foi para o excelentíssimo senador.

Vou usar uma palavra da minha professora Cássia Torres, "Preguiça", este é meu sentimento em relação a política brasileira. Uma política que faz acordos visando o benefício próprio dos políticos, com suas trocas de favores, me faz lembrar a Lei Satânica de Hobbes: "o Estado cria leis para beneficiar o próprio Estado". Assim é nossa política local, atrasada que ainda guarda resquícios de um período colonial, do coronelismo e das capitanias hereditárias.

Trago a tona este tema, pelo seguinte mérito, o Presidente do Senado é crucial em nosso cenário político, cabe a ele:

- Dirigir a mesa diretora do Senado e definir a "ordem do dia" das sessões deliberativas;

- É o presidente do Senado quem convoca e preside as sessões do Congresso que reúnem os 513 deputados e os 81 senadores;

- Preside sessões, como a votação da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), do Orçamento Geral da União e da análise de vetos presidenciais.

Por esta razão, sinto falta no brasileiro do ímpeto que vejo nos dias atuais no Egito. Mas continuamos com a inércia do país do carnaval e do futebol, que aceita de "boca fechada" (com raras exceções) qualquer decisão tomada por nossos governantes.

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Todo ano que inicia, traz consigo na programação da Rede Globo de TV um Big Brother Brasil, aproveitando a ociosidade dos programas habituais. Esta é a 11ª Edição do programa e a fórmula pasteurizada de todos os reality's show's, algumas pessoas enclausuradas dentro de uma casa e quem ficar até o final ganha o grande prêmio.

Estava verificando os participantes deste ano e como os anos anteriores as pessoas seguem o padrão do culto ao corpo e pouca inteligência, escolhidas a dedo pelos expert's em comportamento humano, pessoas bem heterogêneas para causar as brigas que alavancam a audiência do reality show.

O intuito das pessoas dentro da casa é provocar no telespectador um carisma por ele, geralmente esse carisma acompanhado de um belo corpo é a fórmula pronta pra ganhar o prêmio.

Assim como todo ano, os BBB's que não ganharem prêmio se tornarão celebridades efêmeras, posarão para revistas, serão convidados para festas diversas, se elegerão em alguma eleição ou até consigam um trabalho na poderosa Rede Globo.

O fato que em 10 anos deste programa não acrescentou em nada para a cultura brasileira, não foi formado lá nenhum Chico Buarque ou Milton Nascimento, nem mesmo um novo Carlos Drummond. Apenas quem ganha é os participantes e a própria Globo, que utiliza o programa para sair do vermelho, através de inúmeros "merchandising" e ligações das pessoas que se dispõe a perder seu tempo ligando para votar em alguém.

Inutilidade pública, bem característica da TV brasileira que há anos vem entulhando lixo nos telespectadores, na maioria passivos de uma alienação subliminar que J.B. Thompson (2001) chama de "Poder simbólico". Segundo Thompson, "o poder simbólico transita entre as pessoas de diferentes esferas sociais indicando opiniões e modelos políticos", assim nos tornam cada vez mais ignorantes e sem opinião própria.

A partir daí lhes dou uma dica, desenterrando uma antiga propaganda da MTV: DESLIGUE A TV E VAI LER UM LIVRO!

Referência bibliográfica: THOMPSON, John B. A mídia e a modernidade: Uma teoria social da mídia. Editora Vozes: Petropólis, 1998, p.261.
Fonte de dados: http://www.g1.com.br/

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Seria cômico e redundante se não fosse trágico, mas Ribeirão das Neves é a 1ª colocada em Minas Gerais, em indíce de homicídios entre jovens de 12 a 18 anos de idade. Estes dados foram divulgados no dia 8 de Dezembro de 2010, o IHA (Índice de Homicídios na adolescência) avalia o risco de morte para adolescentes em municípios urbanos e é desenvolvida pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH/PR), pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pelo Observatório das Favelas, em parceria com o Laboratório de Análise de Violência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (LAV - Uerj).

Constatação de uma rotina vivenciada por todos que moram nesta cidade sofrida, que têm deficiências sociais que se tornaram um "Câncer" e retardaram o crescimento da mesma. Culpa talvez de um processo histórico cruel, permeado por governos corruptos e sanguessugas, cadeias, marginalização de pessoas residentes das áreas mais pobres e falta de recursos para educar de forma efetiva a maior parte da sociedade residente na cidade. Em comunhão com a falta de políticas sociais que enfatizem a importância da cidadania, além da escassez da contribuição da sociedade privada Nevense, ainda provinciana e com administrações ultrapassadas, que não tomam atitudes de responsabilidade social, como ocorre em muitos casos em Belo Horizonte. Haja vista eventos culturais patrocinados pela empresas de comunicação: Vivo, Oi,Tim e Claro. E outras que preservam determinados pontos da cidade, como a Vale que cuida da Praça da Liberdade, entre outros.

Enfim, estes dados apenas comprovam a verdade vivida por quem mora em Neves. Quem não teve um vizinho menor de 18 anos que tenham morrido assassinado? Vi crianças que cresceram ao meu redor e serem levados pelo crime. Será que por falta de estrutura familiar? Falta do apoio do Estado? Não interessa neste momento. O fato que todas as crianças necessitam de oportunidades, isto é notório que em Ribeirão das Neves não há.

Fonte de dados: www.direitoshumanos.gov.br/2010/12/08-dez-2010-indice-avalia-risco-de -morte-para-adolescentes-em-municipios-urbanos

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