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mateus simões

  • Déficit de R$ 10,5 bilhões em Minas impõe restrições orçamentárias e gera embate entre Cleitinho e Mateus Simões


    Atualização nas contas estaduais para 2027 projeta cenário fiscal desafiador para o próximo governo e reacende debate sobre a herança financeira do Palácio Tiradentes.
    A projeção do Orçamento de Minas Gerais para 2027 acendeu o sinal de alerta para a equipe de transição do governo estadual. Segundo a mais recente atualização feita pela gestão do atual governador Mateus Simões (PSD), o estado prevê fechar o ano com um déficit de R$ 10,51 bilhões. O saldo negativo estimado vai impor duras restrições orçamentárias ao governador eleito, senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), em um cenário fiscal que remete às dificuldades enfrentadas no início da última década.
    A estimativa atualizada aponta uma despesa total de R$ 155,50 bilhões frente a uma receita arrecadada de R$ 144,99 bilhões. Este é o terceiro reajuste no cálculo do déficit feito pelo governo estadual, intensificando as discussões sobre o espaço fiscal para investimentos e manutenção de serviços públicos nos próximos anos.

    Embate no Senado e a comparação com gestões anteriores

    A revisão dos números provocou forte reação de Cleitinho Azevedo. Em discurso proferido na tribuna do Senado, o governador eleito cobrou explicações diretas de Mateus Simões e rebateu declarações do atual gestor sobre riscos de desequilíbrio nas contas a partir de janeiro.
    Durante o pronunciamento, Cleitinho comparou o quadro fiscal projetado à situação herdada pela gestão de Romeu Zema (Novo) e Mateus Simões em 2019, quando assumiram o governo após a gestão de Fernando Pimentel (PT). Na época, o déficit nominal registrado foi de R$ 11,44 bilhões — valor que, corrigido pela inflação, equivaleria a aproximadamente R$ 17,21 bilhões nos valores atuais.
    O governador eleito criticou a contradição entre o discurso de austeridade mantido ao longo de dois mandatos e o saldo negativo entregue para o próximo período orçamentário.

    Posição do Governo de Minas

    Em nota oficial, o Governo de Minas Gerais esclareceu que o montante de R$ 10,51 bilhões constante no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 reflete os desafios estruturais e fiscais do Estado, exigindo monitoramento contínuo e medidas de gestão responsável.
    A administração estadual ressaltou que os valores apresentados tratam-se de uma estimativa técnica de planejamento e não de um resultado fiscal definitivo já consolidado. O governo destacou ainda avanços obtidos nos últimos anos, como a regularização do pagamento dos salários dos servidores públicos estaduais e a recomposição de repasses constitucionais aos municípios.

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  • Mateus Simões assume o Governo de Minas Gerais após renúncia de Romeu Zema


    O vice-governador Mateus Simões tomou posse como governador de Minas Gerais neste domingo (22/3), em reunião solene na Assembleia Legislativa (ALMG).
    A transição ocorre devido à renúncia de Romeu Zema, conforme anunciado previamente.

    Metas da Nova Gestão

    Em seu discurso de posse, Simões detalhou os eixos centrais de sua administração para os próximos meses:
    Governo Itinerante: A partir de 26 de março, a sede administrativa do Estado será transferida temporariamente para cada uma das 16 regiões mineiras. A estratégia visa descentralizar a gestão e acompanhar demandas locais presencialmente.
    Equilíbrio Fiscal: O governador destacou a continuidade do trabalho de ajuste nas contas públicas e a importância do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).
    Continuidade de Programas: A gestão manterá o foco na entrega de obras e na expansão de programas como o Trilhas de Futuro.

    Segurança Pública: Reforçou a diretriz de combate ao crime organizado e à violência contra a mulher.

    Perfil do Governador

    Mateus Simões, 45 anos, é natural do Triângulo Mineiro. Mestre em Direito e professor universitário, possui trajetória no setor público e privado:
    Foi procurador da ALMG e vereador em Belo Horizonte (2017-2020).
    Atuou como secretário-geral de Governo na primeira gestão de Zema.
    No setor privado, é empresário e produtor rural.

    O Rito de Posse

    A cerimônia seguiu os protocolos constitucionais, incluindo a entrega da declaração de bens e o compromisso de respeitar as Constituições Federal e Estadual. Simões assume o cargo para completar o mandato da chapa eleita em primeiro turno nas eleições de 2022.

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