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DIARISTA

  • Diarista acusada de matar idosos em BH passa por perícia psiquiátrica; Justiça cita atendimento em Ribeirão das Neves


    A diarista Paola Stefany Neto Cirino, acusada de matar um casal de idosos em Belo Horizonte, passa nesta segunda-feira (14) por uma perícia psiquiátrica para avaliar sua condição mental na época do crime. Entre os elementos considerados pela Justiça está o histórico de atendimento da acusada no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de Ribeirão das Neves.


    O exame faz parte do incidente de insanidade mental instaurado pela Justiça de Minas Gerais. A avaliação busca determinar se Paola tinha capacidade de compreender o caráter ilícito dos atos e de se autodeterminar no momento do crime. A perícia foi determinada após o juiz Alexandre Magno de Resende Oliveira, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Belo Horizonte, apontar a existência de dúvida sobre a saúde mental da acusada.
    Segundo a decisão, familiares relataram um histórico de instabilidade emocional e a mulher já havia recebido atendimento psiquiátrico de urgência no Hospital André Luiz e no CAPS de Ribeirão das Neves. Documentos anexados ao processo também apontam que ela fazia uso contínuo de medicamentos controlados, como clonazepam e quetiapina.

    A defesa havia solicitado a realização do exame. O pedido foi acolhido pela Justiça em agosto. Com a instauração do incidente, o processo principal fica suspenso até a conclusão da avaliação, sem impedir a realização de diligências que possam ser prejudicadas pela espera.

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  • Laudo aponta que diarista não teve surto e cometeu crime consciente contra casal em BH


    O laudo de sanidade mental de Paola Stefany Neto Cirino concluiu que a diarista não sofreu delírios, alucinações ou alterações graves de humor quando matou um casal de idosos em Belo Horizonte. A perícia, finalizada nesta quinta-feira (17), teve seus documentos obtidos pela Rádio Itatiaia, embora o processo corra sob sigilo judicial.

    O crime ocorreu em 29 de junho de 2024, no apartamento das vítimas, no bairro São Pedro, Região Centro-Sul da capital. Paola confessou a autoria do latrocínio (roubo seguido de morte) que vitimou o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76.

    A ré passou pelos exames na última segunda-feira (14), após o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) acolher o pedido de instauração do incidente de insanidade mental. Durante a entrevista, Paola alegou ter ouvido vozes e visto vultos que a teriam induzido a cometer o duplo homicídio e a fugir em seguida.

    Conclusão da perícia médica

    Os peritos afirmaram que, à época dos fatos, Paola tinha plena capacidade de compreender o caráter criminoso de suas ações. O laudo registrou apenas que ela apresentava quadro de uso nocivo de medicamentos, transtorno do jogo patológico e acentuação de traços de personalidade.

    "Não foram identificados elementos clínicos que preencham critérios diagnósticos operacionais para transtornos psicóticos (esquizofrenia, transtorno delirante ou transtorno esquizoafetivo) ou mesmo transtorno do humor com sintomas psicóticos", apontaram os médicos.

    A equipe responsável pela avaliação destacou ainda que a ré se comportou "de forma teatralizada e inconsistente no relato de sua patologia". Segundo os especialistas, durante as duas horas de entrevista, o estado mental da ré demonstrou "completa organização psíquica, com coerência lógica das ideias e ausência de qualquer alteração sensoperceptiva verdadeira".

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