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CHUVAS

  • Alerta Geológico: Ribeirão das Neves monitora áreas de risco após novos dados sobre desastres em Minas


    A divulgação de um novo levantamento nacional sobre populações em áreas de risco acendeu o alerta em diversas cidades mineiras. Embora Juiz de Fora tenha ganhado destaque como a 9ª cidade do país com maior número de pessoas em locais vulneráveis, a realidade de Ribeirão das Neves também exige atenção redobrada das autoridades e da população local.

    Em Minas Gerais, o cenário é crítico: o estado possui o maior número de municípios monitorados pelo governo federal. Para Ribeirão das Neves, uma cidade marcada por um crescimento urbano acelerado e topografia acidentada, os dados reforçam a urgência de investimentos em drenagem e contenção de encostas.

    O Cenário em Neves: Encostas e Inundações

    Diferente de cidades com grandes bacias hidrográficas, o risco em Ribeirão das Neves divide-se em dois principais eixos:

    Deslizamentos: Devido à ocupação de morros em bairros com relevo íngreme, especialmente nas regiões de Justinópolis e do Centro, onde a autoconstrução sem acompanhamento técnico eleva o risco geológico em períodos de chuva intensa.

    Inundações: Problemas históricos em áreas próximas a córregos que cortam a cidade, onde o transbordamento atinge residências e comércios de forma recorrente durante o verão.

    Conexão com as Prioridades Políticas

    O debate ganha força diante do Projeto de Lei nº 005/2026, que propõe a venda de terrenos públicos na cidade. Especialistas em urbanismo questionam se parte desses recursos — ou das próprias áreas — não deveria ser destinada à realocação de famílias que hoje vivem em áreas de "risco muito alto" (R4), onde a intervenção de engenharia já não é mais suficiente.

    Recentemente, a prefeitura justificou a venda de imóveis públicos como forma de arrecadar para "infraestrutura urbana". A população agora cobra que essa infraestrutura priorize a segurança habitacional, evitando tragédias como as que ocorrem anualmente em Minas Gerais.

    O que diz a Defesa Civil Local

    A Defesa Civil de Ribeirão das Neves mantém o monitoramento constante das manchas de inundação e áreas de instabilidade. A recomendação para os moradores de áreas críticas permanece a mesma:

    Observar o surgimento de fendas, trincas ou estalos nas paredes;

    Ficar atento ao aparecimento de águas barrentas na base de encostas;

    Em caso de emergência, acionar imediatamente o 199.

    Números que Assustam

    Embora Neves não figure no "Top 10" nacional como Juiz de Fora ou Belo Horizonte, a cidade faz parte do cinturão metropolitano que sofre com a precariedade do solo. Minas Gerais concentra quase 15% de toda a população brasileira que vive em áreas de risco, o que coloca a gestão de desastres no centro do planejamento de qualquer gestor público nevense para 2026.

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  • Bombeiros são acionados para resgate de pessoas ilhadas em Ribeirão das Neves


    O Corpo de Bombeiros foi acionado neste domingo (22) para realizar o resgate de pessoas ilhadas, no Beco União, no bairro Veneza, em Ribeirão das Neves.
    De acordo com moradores, um córrego que passa ao fundo encheu com as chuvas e estaria invadindo o quintal de casas.
    Já no local, o Corpo de Bombeiros verificou que a água estava baixando, e alguns moradores não quiseram deixar suas residências.
    Ao todo, 16 bombeiros, além da Defesa Civil, estiveram no local monitorando a ocorrência.
    Com informações da Itatiaia

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  • Chuvas na Região Metropolitana trazem alívio aos reservatórios e garantem maior segurança hídrica em Ribeirão das Neves


    Com a recuperação dos sistemas de abastecimento que atendem a Grande BH, a população de Ribeirão das Neves tem perspectiva de estabilidade no fornecimento de água potável nos próximos meses.

    As precipitações recentes que atingiram a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) trouxeram um importante alívio para os principais sistemas de reservatórios responsáveis pelo abastecimento de água potável. Para os moradores de Ribeirão das Neves, os índices registrados nos mananciais representam uma margem mais confortável de segurança hídrica.
    O abastecimento de água em Ribeirão das Neves e nos demais municípios da Grande BH depende dos sistemas produtores operados pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), com destaques para o Sistema Paraopeba e a captação no Rio das Velhas. O volume de chuva acumulado contribuiu significativamente para elevar o nível das represas e aumentar a vazão dos rios.

    Impacto direto no cotidiano de Ribeirão das Neves

    Historicamente vulneráveis a oscilações no fornecimento em períodos severos de estiagem, bairros de diferentes regiões de Ribeirão das Neves — como Justinópolis, a região Central e o distrito de Veneza — beneficiam-se diretamente com o aumento do volume útil nos reservatórios metropolitanos.
    Com os níveis operacionais restabelecidos, reduz-se expressivamente o risco de racionamentos e interrupções bruscas no abastecimento durante os meses de estiagem.

    Consumo consciente continua sendo essencial

    Apesar do cenário favorável para a segurança hídrica regional, especialistas e técnicos da área de saneamento reforçam que a recuperação dos mananciais não elimina a necessidade de uso racional da água.
    A orientação para a população de Ribeirão das Neves permanece a mesma: evitar desperdícios no dia a dia, reaproveitar a água quando possível e fiscalizar vazamentos em instalações residenciais e na rede pública. A preservação dos recursos hídricos é fundamental para manter a estabilidade do abastecimento ao longo de todo o ano.

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  • El Niño de forte intensidade acende alerta para tempestades, alagamentos e deslizamentos em Ribeirão das Neves


    Como parte da Região Metropolitana de Belo Horizonte, o município entra no radar de atenção da Defesa Civil com projeção de temperaturas recordes e chuvas severas até abril de 2027.
    Com a confirmação de que o fenômeno El Niño tem mais de 90% de probabilidade de atingir uma intensidade "muito forte" durante a primavera e o verão de 2026/2027, os moradores de Ribeirão das Neves entram em período de atenção redobrada. O alerta foi detalhado pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) em encontro com a imprensa nesta terça-feira (20).
    Enquanto o interior do estado sofre com a seca, a Região Metropolitana de Belo Horizonte — na qual Ribeirão das Neves está inserida — tem como principal risco a ocorrência de tempestades intensas e localizadas. O cenário aumenta a preocupação com alagamentos, enxurradas e deslizamentos de terra, sobretudo em bairros densamente povoados e em áreas de encostas instáveis.
    Além das chuvas volumosas, a previsão indica que os meses entre outubro e dezembro podem registrar as maiores médias de temperatura dos últimos 30 anos no estado.

    Preparação e ações nos municípios da RMBH

    Diante da gravidade do diagnóstico meteorológico, o Governo de Minas instituiu o Comitê Estadual de Enfrentamento aos Efeitos do El Niño (Decreto nº 49.283/2026), unindo forças entre forças de segurança, Cemig e secretarias estaduais.
    A orientação para as gestões municipais, incluindo a de Ribeirão das Neves, é acelerar as medidas preventivas antes do pico do período chuvoso:
    Atualização dos planos de contingência e organização de equipes de pronta resposta a emergências.
    Manutenção preventiva: Limpeza urbana contínua e desobstrução das redes e sistemas de drenagem pluvial.
    Treinamento: Mais de 830 agentes públicos de 230 municípios já passaram por capacitações para atuar em situações de desastre.

    Monitoramento 24h e alertas via SMS para os nevesenses

    O monitoramento na Grande BH é feito em tempo real pelo Centro de Inteligência em Defesa Civil (Cindec), que acompanha satélites, radares e a estabilidade do solo e dos rios.
    Para reforçar a segurança pessoal e familiar, os cidadãos de Ribeirão das Neves podem cadastrar seus telefones celulares para receber alertas gratuitos de temporais, granizo e riscos de deslizamento.

    Como cadastrar: Envie uma mensagem de texto (SMS) contendo apenas o número do seu CEP para o número 40199.

    Orientações de segurança para a população local

    Em períodos de chuva forte ou alertas de temporal, a Defesa Civil recomenda:
    Evite deslocamentos: Nunca tente atravessar ruas ou avenidas alagadas, a pé ou de carro.
    Atenção aos sinais na estrutura de casa: Diante de trincas nas paredes, estalos em encostas ou inclinação de postes e árvores, saia imediatamente do imóvel.
    Canais de emergência no município:
    Defesa Civil: 199
    Corpo de Bombeiros: 193
    Polícia Militar: 190
    Samu: 192

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  • Moradores do bairro Veneza protestam e bloqueiam BR-040 por conta de alagamentos


    Moradores do bairro Veneza, em Ribeirão das Neves, realizaram um protesto na BR-040, na manhã de ontem (3) interrompendo o tráfego em uma das pistas da rodovia. A manifestação, iniciada por volta das 4h30, teve como objetivo chamar a atenção para os frequentes alagamentos que atingem a região, especialmente durante períodos de chuva.

    Com cartazes e faixas, os manifestantes expressaram sua insatisfação com a situação e cobraram soluções das autoridades competentes. "Nossos bens e nossas conquistas estão indo água abaixo. Chega, queremos resposta já", dizia um dos cartazes. Os moradores reivindicam a realização de obras de drenagem e infraestrutura para solucionar o problema dos alagamentos.

    A Polícia Rodoviária Federal (PRF) esteve no local para acompanhar a manifestação e garantir a segurança dos envolvidos. O trânsito na BR-040 ficou lento por algumas horas, mas foi totalmente liberado por volta das 10h.

    Responsabilidade do DNIT

    A responsabilidade pela manutenção da BR-040 é do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Em resposta à reportagem, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que a nova concessionária da rodovia, a Vinci Highways, assumirá a gestão do trecho entre Belo Horizonte e Cristalina a partir de 10 de fevereiro de 2025.

    "A empresa assume efetivamente o trecho até 30 dias após a assinatura do documento", explica a ANTT.

    Alagamentos e a falta de infraestrutura

    Os moradores do Veneza relatam que os alagamentos são recorrentes na região e causam diversos transtornos, como danos materiais e riscos à saúde. A falta de infraestrutura adequada para escoamento das águas pluviais é apontada como a principal causa do problema.

    O que dizem as autoridades

    Até o momento, o DNIT ainda não se manifestou oficialmente sobre as reivindicações dos moradores. A expectativa é que a nova concessionária, ao assumir a gestão da rodovia, priorize a solução dos problemas de drenagem e infraestrutura na região.

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  • Moradores do Paraíso das Piabas cobram intervenção da Prefeitura após estragos causados pela chuva


    Moradores da Rua Alfa com Lírios Vermelhos, entre os bairros Paraíso das Piabas e Esperança, em Ribeirão das Neves, denunciam a situação precária da via após as fortes chuvas do dia 2 de fevereiro. Segundo os relatos, a Prefeitura Municipal havia prometido realizar intervenções no local, mas até o momento nenhuma ação foi tomada. As fotos enviadas pelos moradores mostram manilhas soltas, buracos na rua e outros danos causados pela força da água. A situação tem gerado transtornos e preocupação para os residentes, que temem por sua segurança e pela conservação de seus bens.

    "Nossa rua está intransitável. Os buracos estão enormes e as manilhas soltas representam um perigo para quem passa por aqui, principalmente para as crianças", relata um morador que preferiu não se identificar. "A Prefeitura prometeu que viria arrumar tudo, mas até agora nada foi feito."

    A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Ribeirão das Neves para obter um posicionamento sobre o caso, mas até o momento não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestação.

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  • Neves é uma das cidades mais suscetíveis a desastres naturais segundo mapeamento do Governo


    Com a intensificação das mudanças climáticas provocadas pela ação humana no meio ambiente, têm aumentado os desastres ambientais e climáticos em todo o mundo, a exemplo do que ocorre no Rio Grande do Sul.
    No Brasil, o governo federal mapeou 1.942 municípios suscetíveis a desastres associados a deslizamentos de terras, alagamentos, enxurradas e inundações, o que representa quase 35% do total dos municípios brasileiros, na relação consta Ribeirão das Neves.
    “O aumento na frequência e na intensidade dos eventos extremos de chuvas vêm criando um cenário desafiador para todos os países, em especial para aqueles em desenvolvimento e de grande extensão territorial, como o Brasil”, diz o estudo do governo federal.
    As áreas dentro dessas 1,9 mil cidades consideradas em risco concentram mais de 8,9 milhões de brasileiros, o que representa 6% da população nacional.
    O levantamento publicado em abril deste ano refez a metodologia até então adotada, adicionando mais critérios e novas bases de dados, o que ampliou em 136% o número dos municípios considerados suscetíveis a desastres. Em 2012, o governo havia mapeado 821 cidades em risco desse tipo.
    O estudo foi coordenado pela Secretaria Especial de Articulação e Monitoramento, ligada à Casa Civil da Presidência da República. O levantamento foi solicitado pelo governo em razão das obras previstas para o Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que prevê investimentos em infraestrutura em todo o país.


    Populações pobres


    As populações pobres são as mais prováveis de sofrerem com os desastres ambientais no Brasil, de acordo com a nota técnica do estudo.
    “A urbanização rápida e muitas vezes desordenada, assim como a segregação sócio-territorial, têm levado as populações mais carentes a ocuparem locais inadequados, sujeitos a inundações, deslizamentos de terra e outras ameaças correlatas. Essas áreas são habitadas, de forma geral, por comunidades de baixa renda e que têm poucos recursos para se adaptarem ou se recuperarem dos impactos desses eventos, tornando-as mais vulneráveis a tais processos”, aponta o documento.
    “[A nota técnica deve] subsidiar as listas dos municípios elegíveis para as seleções do Novo PAC em prevenção de risco: contenção de encostas, macrodrenagem, barragens de regularização de vazões e controle de cheias, e intervenções em cursos d’água”.

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  • Ribeirão das Neves tem 179.314 moradores em áreas de risco


    De acordo com reportagem da CNN, fundamentada em dados do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) e do Censo 2022 (IBGE), coloca Ribeirão das Neves em uma posição crítica no cenário nacional de vulnerabilidade a desastres naturais:
    Posição no Ranking: Ribeirão das Neves ocupa a 7ª posição no Brasil entre os municípios com o maior número de pessoas vivendo em áreas de risco.
    População Exposta: O município possui 179.314 moradores em locais suscetíveis a deslizamentos, enxurradas e inundações.
    Contexto Estadual: A cidade é a segunda com maior número absoluto de pessoas em risco em Minas Gerais, ficando atrás apenas da capital, Belo Horizonte (que ocupa o 4º lugar nacional com 389.218 pessoas).
    Destaques Relevantes:

    Prioridade de Gestão: Por estar nesta lista, o município é classificado como uma das áreas que devem ser priorizadas pela União em ações de gestão de riscos e resposta a desastres.
    Cenário Regional: Minas Gerais é o terceiro estado brasileiro com mais pessoas em áreas de risco (mais de 1,4 milhão), e a concentração dessas populações em cidades como Ribeirão das Neves, BH e Juiz de Fora explica a gravidade dos impactos durante os períodos de chuvas intensas no estado.
    A matéria destaca que esses números foram atualizados em 2023 e servem de alerta para a necessidade de planos de contingência e obras de infraestrutura para proteger essas quase 180 mil pessoas no município.

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