Um levantamento do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG), realizado a pedido da produção do MG1, aponta que as cinco linhas com maior número de reclamações do sistema de transporte metropolitano da Região Metropolitana de Belo Horizonte integram o corredor MOVE Metropolitano que atende municípios como Ribeirão das Neves, Santa Luzia e Vespasiano.
Os dados reforçam uma realidade enfrentada diariamente por milhares de passageiros que dependem dos ônibus para se deslocar até a capital. Entre as principais reclamações estão atrasos constantes, superlotação, longos intervalos entre as viagens e tempo excessivo de espera em pontos e terminais.
Em Ribeirão das Neves, o problema tem impacto direto na rotina da população. Com uma das maiores populações da Região Metropolitana, o município concentra grande número de trabalhadores e estudantes que utilizam o transporte coletivo para acessar Belo Horizonte e cidades vizinhas.
Usuários relatam dificuldades frequentes, especialmente nos horários de pico. Entre as queixas mais recorrentes estão veículos lotados, demora para embarque e redução da oferta de viagens. Passageiros afirmam que a demanda cresceu nos últimos anos sem que houvesse ampliação proporcional do serviço.
Criado para oferecer mais agilidade e integração ao transporte público metropolitano, o sistema MOVE tem no Terminal Justinópolis um dos principais pontos de conexão para moradores de Ribeirão das Neves e de cidades do Vetor Norte da Grande BH.
Para especialistas, os números evidenciam a necessidade de ampliar a frota, aumentar a frequência das viagens e investir na infraestrutura dos terminais. A expectativa é que o levantamento contribua para a adoção de medidas por parte do Governo de Minas, do DER-MG e das concessionárias responsáveis pela operação das linhas.
Moradores cobram melhorias
A insatisfação dos usuários tem sido constante. Em Ribeirão das Neves, reclamações sobre superlotação, demora e escassez de horários são frequentes nas redes sociais e nos canais de atendimento do transporte público.
Diante do cenário, passageiros defendem maior fiscalização das empresas e a ampliação da oferta de viagens. A população espera que as autoridades adotem medidas capazes de melhorar a qualidade do serviço e reduzir os transtornos enfrentados diariamente por quem depende do transporte coletivo para trabalhar, estudar e acessar serviços na capital.
A prática de soltar pipas próximo à rede elétrica continua causando transtornos em Minas Gerais. Somente em 2025, foram registradas mais de 3,5 mil ocorrências relacionadas à atividade, afetando cerca de 1,1 milhão de consumidores em todo o estado, segundo dados da Cemig.
O número representa um aumento de 31,5% em relação a 2024, quando foram contabilizadas 2.664 interrupções. Já a quantidade de clientes impactados cresceu 45,7% no mesmo período.
A situação permanece preocupante em 2026. Nos primeiros meses do ano, a concessionária já registrou 879 ocorrências provocadas por pipas em contato com a rede elétrica, deixando mais de 205 mil consumidores sem energia.
Além dos prejuízos ao fornecimento de eletricidade, especialistas alertam para os riscos de acidentes graves. O uso de cerol e linha chilena, proibidos em Minas Gerais, pode provocar curtos-circuitos, rompimento de cabos e choques elétricos.
A orientação da Cemig é que a brincadeira seja realizada apenas em locais abertos e afastados da rede elétrica. A empresa também reforça que ninguém deve tentar retirar pipas presas em postes, transformadores ou fios de energia, devido ao risco de eletrocussão.
A legislação mineira proíbe a fabricação, comercialização e utilização de cerol e linha chilena. As penalidades incluem multas que podem ultrapassar centenas de milhares de reais em casos de reincidência.
Seleção oferece vagas para psicólogo, oficial de manutenção predial, serralheiro, carpinteiro, bombeiro hidráulico e elétrico, jardineiro, capineiro, entre outras
A Minas Gerais Administração e Serviços S.A. (MGS), empresa pública vinculada ao Governo de Minas, está com vagas temporárias abertas para diversos cargos em diferentes regiões do estado.
As oportunidades contemplam municípios como Belo Horizonte, Betim, Contagem, Guaxupé e outras localidades, ampliando as chances de inserção no mercado de trabalho para profissionais de diferentes áreas e níveis de escolaridade.
Entre as vagas disponíveis estão cargos como psicólogo, operador de empilhadeira, oficial de manutenção predial, serralheiro, carpinteiro, bombeiro hidráulico e elétrico, jardineiro, capineiro, carregador, cozinheiro, auxiliar de serviços gerais, lavador de veículos, passageiro/lavadeiro e rurícola.
Os interessados devem enviar o currículo para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. e, no assunto, incluir o cargo desejado.
As contratações temporárias visam atender demandas de órgãos e instituições públicas parceiras da MGS, reforçando a prestação de serviços essenciais à população mineira.
A Stellantis anunciou a abertura de 1.500 vagas de emprego para reforçar a produção de novos veículos em suas fábricas no Brasil. A maior parte das oportunidades será destinada ao Polo Automotivo de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, que receberá 1.200 novos trabalhadores para atender à ampliação da produção de um novo modelo da Fiat.
Além de Betim, a empresa disponibilizará 200 vagas na unidade de Itaúna, em Minas Gerais, e outras 100 no Polo Automotivo de Porto Real, no Rio de Janeiro, onde será produzido o novo Jeep Avenger, modelo que será lançado no mercado brasileiro.
Segundo a montadora, as contratações fazem parte da estratégia de expansão industrial e acompanham a chegada de novos produtos às fábricas nacionais. O objetivo é fortalecer a capacidade produtiva e atender ao cronograma de lançamentos previsto para os próximos meses.
A unidade de Itaúna também terá papel importante no projeto, sendo responsável pela fabricação de componentes que abastecerão a planta de Betim durante a produção do novo veículo da Fiat.
As inscrições para as vagas devem ser realizadas por meio da plataforma oficial de recrutamento da Stellantis. A empresa informou ainda que manterá um banco de talentos exclusivo para pessoas com deficiência (PcD), reforçando seu compromisso com a inclusão e a diversidade no ambiente de trabalho.
O anúncio representa um importante impulso para a geração de empregos em Minas Gerais, especialmente em Betim, município que abriga o maior complexo industrial da Stellantis na América do Sul e que concentra cerca de 80% das oportunidades oferecidas nesta nova etapa de contratações.
Com a expansão da produção e os investimentos em novos modelos, a expectativa é de fortalecimento da cadeia automotiva mineira, com reflexos positivos na economia regional e na geração de renda para milhares de famílias.
O Instituto Cultural Semifusa está com inscrições abertas para a oficina continuada "Fios que Conectam". O projeto, totalmente gratuito, é voltado para o aprendizado de técnicas de crochê em fio de malha e traz como diferencial noções básicas de empreendedorismo e economia criativa. As vagas são limitadas.
A aula será ministrada por @aigraciosa e têm como objetivo capacitar os participantes a confeccionarem uma bolsa artesanal do zero, fomentando a autonomia financeira e a geração de renda por meio do artesanato.
Cronograma e Carga Horária
A formação terá uma carga horária total de 30 horas, distribuídas ao longo de dois meses. Os encontros ocorrerão semanalmente, sempre às quartas-feiras, no período da tarde.
Período: De 1º de julho a 2 de setembro de 2026
Horário: Das 15h às 18h
Certificação: Os alunos que concluírem o percurso formativo receberão certificado de participação.
Inscrições e Local
A atividade será realizada presencialmente na sede da Casa Semifusa, localizada na Rua Cataguases, nº 73, no bairro Sevilha B, em Ribeirão das Neves.
Os interessados em garantir uma das vagas devem acessar o link de inscrição disponível nas redes sociais oficiais da instituição (nos perfis do Instagram @casasemifusa e @coletivosemifusa) ou aqui linktr.ee/casasemifusa
A Casa Semifusa promove, nos dias 16 e 18 de junho, uma oficina introdutória de Vogue Femme voltada para iniciantes.
A atividade integra o projeto "Ocupa a Casa" e será conduzida por Founder Pãe Cigano Vespá, liderança da House of Vespá. Com classificação etária a partir dos 10 anos, a iniciativa é totalmente gratuita.
O "aulão" surge como uma oportunidade para quem deseja dar os primeiros passos na dança e compreender o universo do Vogue.
Não há exigência de experiência prévia na modalidade; o único pré-requisito é o interesse em experimentar os movimentos e a expressão corporal.
Além de focar nas técnicas da dança, a oficina propõe uma imersão na cultura Ballroom — movimento político e artístico que celebra a diversidade.
O encontro busca criar um espaço de liberdade e criatividade, promovendo o sentimento de pertencimento entre os participantes. Inscrições na bio do instagram @casasemifusa ou @coletivosemifusa.
Serviço:
Evento: Oficina Introdutória de Vogue Femme (Projeto Ocupa a Casa)
Datas: 16 e 18 de junho
Local: Casa Semifusa
Classificação: A partir de 10 anos
Entrada: Gratuita
Por Antonio Benvindo
Desde o advento das redes sociais e a consequente popularização do debate virtual, a sociedade testemunha uma produção de conteúdo em massa nunca antes vista. No ecossistema digital, a máxima "quem não é visto, não é lembrado" tornou-se o mantra absoluto. Para garantir presença digital, conquistar fatias do eleitorado e, consequentemente, garantir uma vaga no poder, a classe política migrou em peso para as telas dos smartphones. O problema não é a migração em si, mas a metamorfose estética e ética que ela causou: a política virou espetáculo.
Hoje, tornou-se comum — e até esperado — encontrar figuras públicas performando dancinhas, dublagens e esquetes humorísticas na internet. A “trend” virou circo. No entanto, fantasiar a gestão pública com o manto do entretenimento barato é uma faca de dois gumes. Quando assuntos de extrema gravidade, como saúde, educação e segurança pública, são reduzidos a roteiros de humor para viralizar, o famoso "tiro" tende a sair pela culatra.
Fica o questionamento inevitável: em que momento a política virou piada e banalização? Quando foi que aceitamos a "tiktokzação" do debate público?
Em cidades como Ribeirão das Neves, assoladas por desigualdades profundas e problemas sociais crônicos, a espetacularização e a busca pelo riso frouxo não são apenas saídas infelizes; são um desrespeito à realidade da população. Peca pelo excesso, já diria o ditado.
Cresci aprendendo que a política deveria ser tratada como um assunto de alta seriedade. Afinal, as decisões tomadas nos plenários impactam diretamente a mesa, o hospital e a escola do cidadão comum. Há um limite ético perigoso que está sendo cruzado. No cenário atual, a maioria dos agentes políticos parece hipnotizada pela métrica do engajamento. Troca-se o projeto de lei pelo hype, a fiscalização rigorosa pelas curtidas, e o debate de propostas pelo voto gerado pelo carisma artificial do algoritmo.
É claro que o fenômeno não nasceu ontem. Desde a célebre campanha de Tiririca e seu slogan "Pior que tá não fica", a ironia e o deboche provaram sua eficácia nas urnas. O que antes era uma exceção folclórica, contudo, virou a regra do jogo democrático.
Não se trata de defender uma política elitista, engessada ou inacessível. A comunicação deve, sim, ser clara e próxima do povo. Mas a proximidade não exige infantilização. Precisamos, urgentemente, resgatar a sobriedade no trato da coisa pública. Enquanto a sociedade continuar aplaudindo políticos que agem como influenciadores digitais de comédia, continuaremos colhendo curtidas nas redes e amargando a falta de soluções reais nas ruas.
A verdadeira prática política fundamenta-se no debate propositivo e na escuta social. É imperativo transcender as bolhas digitais, visto que o ecossistema virtual reflete apenas uma fração da complexa realidade das ruas.
A Cemig, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), está com inscrições abertas para o seu Programa de Aprendizagem. Ao todo, são oferecidas 150 vagas gratuitas para o curso de Eletricista de Redes Aéreas de Distribuição.
As oportunidades estão distribuídas entre seis municípios mineiros, dentre eles Belo Horizonte.
No momento do cadastro, o candidato deve optar por apenas uma das localidades.
Requisitos e benefícios
O programa é voltado para jovens entre 18 anos completos e 24 anos incompletos que já tenham concluído ou estejam cursando o Ensino Médio.
Com duração de seis meses, a formação combina aulas teóricas e práticas. Além da capacitação gratuita, os selecionados receberão:
Bolsa-auxílio equivalente a um salário mínimo
Vale-transporte e vale-refeição
Seguro de vida
Depósito de FGTS (alíquota de 2%)
Objetivo: Segundo a Cemig, a iniciativa visa suprir a crescente demanda por mão de obra especializada e qualificada no setor elétrico, ampliando as chances de inserção dos jovens no mercado de trabalho.
Inscrições
Os interessados têm até o dia 14 de junho para se candidatar exclusivamente pelo site do Instituto Euvaldo Lodi (IEL): https://carreiras.iel.org.br/MG/programa/89/aprendizagem-cemig-2026-2 . As aulas estão previstas para começarem ainda este ano.
O cantor e compositor nevense Guilherme Barros está oficialmente na disputa do tradicional Concurso de Bandas do João Rock, um dos maiores festivais de rock e cultura alternativa do Brasil. O objetivo é garantir uma vaga para se apresentar em um dos palcos principais do evento, que atrai anualmente dezenas de milhares de pessoas.
A primeira etapa do concurso depende diretamente do engajamento popular. O público pode votar no artista local por meio da plataforma oficial do festival, ajudando a impulsionar a música produzida na Região Metropolitana de Belo Horizonte para o circuito dos grandes festivais do país.
O Gigante João Rock
Realizado anualmente em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, o Festival João Rock consolidou-se, ao longo de mais de duas décadas, como o principal termômetro e ponto de encontro da música brasileira voltada ao rock, pop, reggae e hip-hop. O evento é conhecido por montar line-ups históricos, reunindo lendas da música nacional e os nomes mais influentes da atualidade em um único dia de programação intensa.
Mais do que um espaço de entretenimento, o festival se tornou um polo difusor de tendências e uma plataforma de consagração para o mercado fonográfico brasileiro.
A importância da representatividade periférica
Para além do mérito individual, a possível presença de um artista como Guilherme Barros no line-up do João Rock carrega um significado social e cultural profundo para Ribeirão das Neves. Historicamente, os grandes palcos nacionais tendem a centralizar o acesso aos circuitos de fomento e visibilidade nas capitais, criando barreiras invisíveis para a produção cultural que ferve nas periferias e regiões metropolitanas.
A trajetória de Guilherme Barros até a seletiva do festival joga luz sobre o amadurecimento e a qualidade técnica da cena musical nevense. Ter um representante da cidade em um evento dessa magnitude quebra estereótipos, demonstra que a periferia é polo exportador de arte e serve como um combustível de inspiração e autoestima para novos talentos locais que buscam profissionalizar suas carreiras no mercado da música.
Como votar e apoiar
As votações para o Concurso de Bandas ocorrem de forma virtual. Para apoiar o músico nevense e registrar o seu voto, basta acessar o link oficial de votação do artista:
🔗 concurso.joaorock.com.br/banda/guilherme-barros


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