Por Vanessa Camila
“Dos diversos instrumentos inventados pelo homem, o mais assombroso é, sem dúvida, o livro.” A frase de Jorge Luis Borges atravessa o tempo e segue atual, especialmente no dia 23 de abril, quando se celebra o Dia Mundial do Livro. A data foi instituída pela UNESCO em 1995 como o Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais, tornando-se um marco internacional de incentivo à leitura e valorização da autoria em diversos países.
No Brasil, a data não decorre de uma lei específica, mas integra o calendário cultural e é mobilizada por políticas públicas, instituições e iniciativas sociais voltadas ao livro e à leitura.
Mais do que uma data simbólica, o momento reforça o debate sobre o papel da leitura na formação crítica, na cidadania e na construção de sentidos coletivos.
O livro é uma das tecnologias mais duradouras da humanidade. Antes das telas, já cumpria funções essenciais de memória, registro e imaginação. Ainda hoje, em meio ao excesso de informações e à aceleração da vida cotidiana, permanece como um espaço de pausa e aprofundamento.
No Brasil, os dados mais recentes da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil reforçam um cenário de alerta. 47% da população brasileira é considerada leitora, enquanto 53% não leu nenhum livro, nem parte dele, nos três meses anteriores à pesquisa. O levantamento também indica que, pela primeira vez na série histórica, o número de não leitores supera o de leitores no país, revelando uma tendência de queda no hábito de leitura.
Esse cenário evidencia um problema estrutural que vai além do acesso ao livro. A leitura no Brasil ainda é profundamente marcada por desigualdades de renda, escolaridade e acesso a equipamentos culturais, o que reforça a necessidade de políticas contínuas de formação de leitores.
Em Minas Gerais, essa realidade também se expressa. Embora existam iniciativas de incentivo à leitura e ampliação do acesso a conteúdos digitais, parte significativa da população ainda não mantém o hábito de leitura de forma regular. Isso reforça que o desafio não está apenas na oferta de livros, mas na construção de vínculos duradouros com a leitura.
É nesse contexto que o município de Ribeirão das Neves se torna central para a compreensão dessas dinâmicas. Falar de leitura na cidade é também falar de invisibilidade. Bibliotecas públicas existem, porém muitas vezes são pouco divulgadas, pouco sinalizadas e ainda pouco integradas ao cotidiano da população. Essa baixa visibilidade limita o reconhecimento desses espaços como equipamentos culturais vivos e acessíveis.
Ainda assim, a leitura não desaparece. Ela se reorganiza no território por meio de iniciativas culturais, ações educativas e práticas comunitárias que aproximam o livro da vida cotidiana.
Coletivos como o Semifusa, do município, são parte fundamental dessa dinâmica. Atuando de forma independente no próprio território, contribuem para ampliar o acesso ao livro por meio da organização de acervos e de ações culturais que colocam a leitura em circulação e fortalecem o vínculo com a comunidade local.
A partir dessa mesma realidade, outras iniciativas na cidade também ajudam a compor esse cenário cultural mais amplo. Exemplos como o Centro Cultural Poesia de Status e o Espaço Cultural Amargem apontam para a presença de práticas culturais e educativas que dialogam com a leitura no território. Em muitos casos, essas experiências operam de forma autônoma e com baixa institucionalização, encontrando nas redes sociais um dos principais meios de divulgação e articulação.
Ao lado dessas iniciativas, projetos educativos e práticas comunitárias de circulação de livros ajudam a sustentar o acesso à literatura em territórios onde a presença do poder público ainda é limitada ou pouco contínua. Nesse sentido, torna-se fundamental que a gestão municipal amplie a divulgação das bibliotecas comunitárias existentes, reconhecendo sua relevância e incorporando essas experiências às políticas culturais e educacionais do município, fortalecendo sua integração com a rede pública.
As bibliotecas comunitárias, nesse cenário, assumem papel estratégico. Muitas vezes construídas com poucos recursos, mas com forte mobilização social, funcionam como espaços de encontro, formação e pertencimento. Mais do que pontos de empréstimo, tornam-se territórios vivos de mediação cultural.
O contraste é evidente. De um lado, bibliotecas públicas ainda pouco difundidas ou subutilizadas. De outro, iniciativas comunitárias que mantêm a leitura em circulação por meio da criatividade e da resistência. Isso não substitui o papel do Estado, mas evidencia a necessidade de reconhecimento, visibilidade e fortalecimento dessas práticas.
Neste Dia Mundial do Livro, a reflexão que se impõe vai além do ato de ler. Ela passa pelas condições que tornam a leitura possível. Em territórios como o município de Ribeirão das Neves, ler é muitas vezes um gesto coletivo, atravessado por vínculos comunitários e por formas de resistência.
Em um tempo marcado pelo excesso de informação e pela disputa constante por atenção, o livro segue como um convite raro. Ele chama ao silêncio, à escuta e à imaginação de outros mundos possíveis. E, nas periferias, também se torna uma ferramenta para construí-los.
Mais do que isso, o fortalecimento da leitura passa necessariamente pelo compromisso do poder público com políticas consistentes de acesso ao livro, valorização das bibliotecas e incentivo à formação de leitores nos territórios. Em municípios como o de Ribeirão das Neves, isso significa não apenas ampliar estruturas, mas também dar visibilidade às iniciativas já existentes e integrá-las de forma contínua às políticas culturais e educacionais.
Ao mesmo tempo, há um desafio coletivo que ultrapassa instituições: a retomada do hábito de leitura como prática cotidiana. Incorporar o livro à vida, seja por meio de bibliotecas, projetos comunitários ou iniciativas individuais, é também uma forma de ampliar repertórios, fortalecer o pensamento crítico e construir novas formas de participação social.
Neste Dia Mundial do Livro, a reflexão se amplia: ler não é apenas um ato individual, mas uma escolha cultural e política que precisa ser estimulada, apoiada e compartilhada.
A cidade de Ribeirão das Neves terá uma representante de peso na disputa por um dos títulos mais tradicionais do circuito sertanejo mineiro.
Edith Valverde Sodré Silva foi anunciada oficialmente como uma das 12 finalistas do concurso Rainha do Pedro Leopoldo Rodeio Show 2026, consolidando sua posição em uma seletiva que reuniu candidatas de diversas localidades.
Agora, ela integra o grupo seleto que disputará não apenas a coroa de Rainha, mas também os postos de Princesa e Madrinha da festa, que é considerada uma das maiores do Brasil.
Nas redes sociais, a torcida pela candidata ganha força à medida que a etapa decisiva se aproxima, ressaltando o orgulho da representatividade nevense no concurso.
A partir de agora, Edith e as demais finalistas iniciam uma agenda intensiva de preparação, que inclui sessões de fotos, treinamentos de passarela e presença em eventos oficiais da organização. O resultado final será definido por um corpo de jurados em um evento de gala, onde serão escolhidas as soberanas que abrirão as porteiras da edição de 2026 do Pedro Leopoldo Rodeio Show. Acompanhe a trajetória nas redes sociais @dithvalverde.
Ribeirão das Neves será palco, no próximo dia 25 de abril, do Encontro dos Povos de Terreiro de Ribeirão das Neves – EU VOU!, iniciativa que reúne lideranças, praticantes e apoiadores das religiões de matriz africana para um dia de diálogo, articulação e fortalecimento cultural.
O encontro acontece das 9h às 17h, no Instituto Federal de Minas Gerais – Campus Ribeirão das Neves, localizado na Rua Vera Lúcia de Oliveira Andrade, 800, no bairro Vila Esplanada.
A programação busca promover a valorização dos povos de terreiro, além de ampliar o debate sobre direitos, enfrentamento à intolerância religiosa e reconhecimento dessas tradições como parte fundamental da cultura brasileira.
Na oportunidade, o Encontro dos Povos de Terreiro de Ribeirão das Neves será palco do lançamento oficial do projeto de Emplacamento de Espaço Sagrado Protegido. A ação visa identificar e proteger territórios das comunidades tradicionais de Matriz Africana da cidade, reafirmando o compromisso local com a liberdade religiosa.
A atividade integra ações viabilizadas pelo Termo de Fomento nº 1271000510/2025, com apoio da deputada Andréia de Jesus, em parceria com o Instituto Cultural Semifusa. A coordenação executiva do projeto é de Sílvia Letícia.
Aberto ao público, o encontro convida toda a comunidade a participar. Os interessados podem confirmar presença por meio de formulário online: https://forms.gle/MCsda3wax6n977pa7
Serviço
📍 Encontro dos Povos de Terreiro de Ribeirão das Neves – EU VOU!
📆 25 de abril de 2026
🕘 9h às 17h
📌 IFMG – Campus Ribeirão das Neves
📍 Rua Vera Lúcia de Oliveira Andrade, 800 – Vila Esplanada
Por Lucimar de Souza
Produção em stop motion mostra como estudantes transformam projetos acadêmicos em experiências formativas e reconhecimento fora do país
Entre o sonho de um personagem que deseja ser astronauta e a realidade de um estudante que aprende fazendo, nasce “Laranjinha”, um curta-metragem de animação produzido na Escola de Belas Artes da UFMG.
Mais do que uma produção audiovisual, o projeto evidencia como o processo criativo pode se tornar um caminho de formação — marcado por desafios, descobertas e desenvolvimento de habilidades que vão além da sala de aula.
O projeto surgiu em 2019, durante uma disciplina de roteiro visual. “A criação foi lenta, assim como o aprendizado”, relata o diretor.
Graduando em Cinema de Animação e Artes Digitais pela Escola de Belas Artes da UFMG, ele transformou o curta em um espaço de aprendizagem prática, desenvolvendo autonomia, organização e visão de projeto.
Para tirar “Laranjinha” do papel, buscou formação em assistência de produção, animação em stop motion, criação de bonecos e edição. “Para a ideia, a sensibilidade é fundamental. Mas para executar, é técnica, concentração e muito trabalho”, explica.
Com poucos recursos, a equipe recorreu à criatividade e à adaptação, características marcantes da produção independente no Brasil.
O filme foi desenvolvido de forma colaborativa, com participação de Ramona Visconti, Gabriel Freneda, Maira Alencar e Ryan Paiva, além do apoio de Alexandre Martins, Jéssica Souza e Gilliano Silva.
Em 2025, o diretor também ilustrou o livro infantil “Rimando o nome de Fulano”, da escritora Bárbara Vee, fundadora da Biblioteca Poesia de Status, onde também desenvolveu oficinas de artes.
O filme acompanha um personagem que sonha em ser astronauta, mesmo vivendo uma realidade simples, convidando o público à reflexão.
Com estética inspirada no universo infantil, o curta reforça o papel da imaginação no processo educativo. “A escola é um lugar onde podemos aprender e colocar em prática histórias que talvez não surgiriam fora dela”, afirma.
O projeto já participou de festivais no Brasil e no exterior, como FIDA Chile (2025), ARUCAD Cinematic Seeds Festival (Turquia, 2026), AnimaVerso 2026 e Chilemonos 2026.
Para quem deseja começar, o conselho é direto: “Você não precisa de muito. Papel, lápis ou um celular já são suficientes”.
“Laranjinha” mostra que aprender vai além da teoria — e que o processo pode abrir caminhos reais para o futuro.
Rotinas preventivas, capacitação e monitoramento técnico contribuem para manter equipamentos em funcionamento contínuo
A manutenção de empilhadeiras tem impacto direto na produtividade de operações logísticas e industriais. Em ambientes onde a movimentação de cargas depende desses equipamentos, falhas inesperadas podem causar interrupções, atrasos e aumento de custos. Para evitar esse tipo de situação, empresas têm adotado práticas mais estruturadas de manutenção, com foco na prevenção e no acompanhamento contínuo do desempenho das máquinas.
A experiência do setor mostra que grande parte das paradas poderia ser evitada com cuidados básicos e planejamento. Ao integrar rotinas de inspeção, revisões periódicas e capacitação de operadores, é possível reduzir riscos e prolongar a vida útil dos equipamentos.
1. Inspeções diárias e checklists operacionais
Uma das práticas mais recomendadas é a realização de inspeções antes do início das atividades. Operadores devem verificar itens como freios, pneus, níveis de fluidos, funcionamento do sistema hidráulico e condições gerais da empilhadeira.
O uso de checklists padronizados ajuda a garantir que nenhum ponto importante seja negligenciado. Esse processo permite identificar sinais iniciais de desgaste ou falhas, possibilitando intervenções rápidas antes que o problema se agrave.
Além disso, o registro dessas inspeções cria um histórico útil para o acompanhamento do equipamento ao longo do tempo.
2. Manutenção preventiva programada
A manutenção preventiva consiste em revisões periódicas realizadas de acordo com orientações técnicas ou tempo de uso do equipamento. Nessa etapa, são feitas substituições de peças desgastadas, ajustes e verificações mais detalhadas.
Embora represente um custo recorrente, essa prática tende a evitar despesas maiores com reparos emergenciais. Quando uma empilhadeira apresenta falha durante a operação, o impacto vai além do conserto, afetando toda a dinâmica do trabalho.
Seguir um cronograma de manutenção ajuda a manter o equipamento em condições adequadas e reduz a probabilidade de paradas inesperadas.
3. Treinamento e boas práticas de operação
O modo como a empilhadeira é utilizada influencia diretamente sua durabilidade. Operações inadequadas, como excesso de carga, manobras bruscas ou uso em condições não recomendadas, aceleram o desgaste dos componentes.
Por isso, investir na capacitação dos operadores é uma medida importante. Profissionais treinados tendem a conduzir os equipamentos com mais precisão, respeitando limites e adotando práticas seguras.
Além do treinamento inicial, reciclagens periódicas ajudam a reforçar orientações e atualizar os operadores sobre novos procedimentos ou tecnologias.
4. Monitoramento e uso de tecnologia
O uso de tecnologias de monitoramento tem se tornado mais comum na gestão de empilhadeiras. Sensores e sistemas digitais permitem acompanhar indicadores como tempo de uso, desempenho e necessidade de manutenção.
Essas ferramentas ajudam a identificar padrões que podem indicar falhas futuras, permitindo ações preventivas mais precisas. O monitoramento também facilita o planejamento das revisões, evitando interrupções inesperadas na operação.
Além disso, sistemas de gestão contribuem para organizar informações, registrar intervenções e melhorar o controle sobre a frota.
5. Gestão de peças e suporte técnico
A disponibilidade de peças de reposição e o acesso a assistência técnica são fatores que influenciam diretamente o tempo de resposta em caso de necessidade de reparo.
Empresas que mantêm estoque básico de componentes e contam com fornecedores confiáveis conseguem reduzir o tempo de inatividade dos equipamentos. A escolha de peças adequadas também impacta no desempenho e na durabilidade das empilhadeiras.
Ter um suporte técnico ágil e qualificado garante que intervenções sejam realizadas de forma correta, evitando retrabalho e novos problemas.
A adoção dessas práticas mostra que a manutenção em empilhadeiras vai além de ações pontuais e depende de uma abordagem contínua e organizada. Ao combinar inspeções, planejamento, capacitação e tecnologia, empresas conseguem reduzir custos, evitar falhas e manter a operação em funcionamento. Em ambientes onde o tempo e a eficiência são determinantes, a prevenção se torna o principal caminho para garantir estabilidade e segurança nas atividades.
O esporte de Ribeirão das Neves alcança um novo patamar internacional com a convocação de Luiz Cláudio, morador do Bairro São José, em Justinópolis, para compor o quadro de arbitragem da Copa do Mundo de Futebol em Cadeira de Rodas (Powerchair Football). Luiz Cláudio é um dos apenas dois brasileiros selecionados para atuar no torneio, que reúne a elite da modalidade em escala global.
Luiz Cláudio é profissional de Educação Física e possui uma carreira dedicada à inclusão através do esporte. Além de sua atuação em campo, ele ocupa atualmente o cargo de Coordenador de Arbitragem de Futebol em Cadeira de Rodas do Brasil, vinculado à Associação Brasileira de Futebol em Cadeira de Rodas (ABFC). Sua experiência como árbitro internacional chancelado pela FIPFA (Fédération Internationale de Powerchair Football Association) o credenciou para este que é o maior evento da categoria.
A convocação ocorre em um momento estratégico para o esporte. A próxima edição da Copa do Mundo FIPFA está programada para ser realizada na Argentina, em outubro de 2026. O torneio contará com as 10 melhores seleções nacionais do mundo, incluindo países como França (atual campeã), Inglaterra, Estados Unidos e o próprio Brasil.
A escolha de Luiz Cláudio é vista por amigos e pela comunidade local como um reconhecimento à sua capacidade técnica e ao seu compromisso com o desporto adaptado. Em uma modalidade onde a precisão técnica e o conhecimento das regras são fundamentais para garantir a segurança e a fluidez das partidas, ter um representante de Ribeirão das Neves no quadro da FIPFA reforça o potencial de talentos da região de Justinópolis para o cenário internacional.
O Futebol em Cadeira de Rodas é uma modalidade disputada por atletas com deficiências físicas severas, utilizando cadeiras motorizadas equipadas com proteções frontais para conduzir e chutar a bola. É o único esporte coletivo no mundo voltado para este perfil de atletas, exigindo uma arbitragem altamente especializada.
O cenário gastronômico e de negócios em Ribeirão das Neves pode ganhar um novo fôlego nos próximos anos. A rede Água Doce Sabores do Brasil, famosa por seu cardápio de pratos e coquetéis típicos, anunciou um plano de expansão agressivo para Minas Gerais, com foco em cidades estratégicas da Região Metropolitana, como Neves.
Com um investimento previsto de R$ 3,5 milhões até 2030, a franquia planeja abrir cinco novas unidades no estado. A escolha de Ribeirão das Neves para o plano de expansão reflete o crescimento do poder de compra local e a carência de opções de alimentação que unam ambiente familiar e lazer.
Oportunidade para empreendedores Nevenses
Diferente de modelos de gestão centralizada, a rede busca parceiros locais que conheçam a realidade do município. Para o investidor de Ribeirão das Neves, os indicadores são:
Perfil: Gestores com experiência em varejo ou foodservice.
Investimento: A partir de R$ 594 mil.
Retorno: Prazo estimado de 24 meses após a inauguração.
Segundo Julio Bertolucci, diretor de expansão da marca, a meta é aproximar a gastronomia brasileira do dia a dia da população. "Queremos aumentar a capilaridade da franquia em Minas Gerais, levando o que há de melhor das comidas e drinques à população local", afirmou o executivo.
Para Ribeirão das Neves, a chegada de uma unidade deste porte representa não apenas uma nova opção de entretenimento, mas a geração de empregos diretos e o fortalecimento do comércio local, mantendo o consumo dos moradores dentro da própria cidade.
O Governo de Minas Gerais anunciou o lançamento do programa Evolução Jovem, iniciativa estratégica para inserir estudantes da rede pública estadual no mercado de trabalho formal. Com um investimento superior a R$ 237 milhões, o projeto prevê a contratação de até 10 mil jovens, entre 16 e 24 anos, sob o regime da Lei do Aprendiz (carteira assinada).
As inscrições começam nesta sexta-feira, 10 de abril, e devem ser realizadas exclusivamente pelo site oficial: evolucaojovem.org.br.
Detalhes do Programa e Benefícios
O Evolução Jovem foca na tríade ensino, qualificação profissional e prática laboral. Os selecionados terão:
Jornada: 20 horas semanais (planejadas para não interferir no horário escolar).
Remuneração: R$ 761,55 mensais.
Benefícios: Férias remuneradas, 13º salário, vale-transporte e acompanhamento psicossocial.
Público-Alvo e Critérios de Prioridade
Podem se candidatar alunos matriculados na rede estadual de ensino. O programa estabelece critérios de prioridade para:
Estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA);
Pessoas com Deficiência (PcD);
Jovens em situação de vulnerabilidade social (inscritos no CadÚnico).
Cronograma de implementação
A iniciativa alcançará 70 municípios mineiros, mas a primeira etapa contemplará cerca de 5 mil jovens em oito cidades polo. As contratações ocorrerão de forma escalonada:
Data de Início e cidades
5 de maio: Belo Horizonte e Uberlândia
18 de maio: Juiz de Fora
1º de junho: Betim, Contagem, Ribeirão das Neves e Uberaba
15 de junho: Ubá
O objetivo central do Estado é combater a evasão escolar, oferecendo uma alternativa segura de geração de renda que incentive a permanência do aluno na sala de aula.
A escritora e pesquisadora mineira Geysiane Andrade convida o público para o lançamento de seu primeiro livro de poesia, "Deságua", publicado pela editora Confraria do Vento. Fruto de uma profunda imersão nas raízes de sua terra natal, a obra celebra a memória e a identidade mineira em eventos que acontecerão no Sesc Palladium, em Belo Horizonte, e no CECON, em Piracema.
Sobre a Obra e a Pesquisa
"Deságua" nasceu de uma pesquisa de doutorado em Escrita Criativa, concluída em 2024 na PUCRS (Porto Alegre). A obra foi construída a partir de mais de 70 entrevistas com moradores e ex-moradores de Piracema, transformando depoimentos e vivências em paisagens poéticas que transitam entre o espaço físico e a subjetividade da memória.
O projeto multidisciplinar, que une literatura, ensaio e artes visuais, já deu origem à exposição itinerante “Deságua: paisagens poéticas de Piracema”, que circulou com sucesso por Porto Alegre e Minas Gerais. Agora, o projeto chega ao seu momento de maturação literária com o lançamento oficial do livro, consolidando o diálogo entre o território e a sensibilidade poética.
Os objetivos centrais do projeto são fortalecer a memória e a cultura de Piracema, preservar a oralidade e as tradições mineiras, e democratizar o acesso à literatura e à poesia na região e na capital.
Trajetória da Autora
Nascida em Piracema e radicada em Belo Horizonte, Geysiane Andrade é Doutora e Mestra em Letras (Escrita Criativa) e publicitária com 18 anos de experiência. Dedicada à pesquisa da memória e dos processos criativos, já organizou antologias e é autora do livro infantojuvenil "Bia e Leo em: se essa praça fosse minha". Seus poemas, contos e ensaios integram diversas revistas e antologias literárias.
O Cenário: Piracema, a "Cidade Amiga"
Localizada a cerca de 120 km de Belo Horizonte, Piracema possui aproximadamente 6.700 habitantes. Apesar de enfrentar desafios socioeconômicos e de infraestrutura cultural, a cidade revela uma riqueza ímpar em suas tradições de Congado, Folia de Reis, artesanato e gastronomia. O livro "Deságua" é, para a autora, um retorno a essa "casa", valorizando o povo acolhedor e a "boa prosa" que mantém viva a história local.
Cronograma de Lançamentos
📍 Em Piracema (MG)
Local: CECON – Centro de Convivência (Rua Otávio Pinto de Oliveira, s/n, Centro).
18 de abril (Sábado)
18h30: Bate-papo com a autora. Mediação: Prof.ª Eliziane Arão e Prof.ª Marília Chagas.
19 de abril (Domingo)
15h: Oficina de poesia “[DE] MORAR – um outro olhar sobre a cidade”.
17h: Sarau de poesia “É tempo de desaguar”.
📍 Em Belo Horizonte (MG)
Local: Sesc Palladium (Rua Rio de Janeiro, 1.046, Centro).
26 de abril (Domingo)
15h: Lançamento do livro e bate-papo com a autora.
Mediação: Tailze Melo e Nayara Amorim.
Serviço:
Título: Deságua (Editora Confraria do Vento)
Gênero: Poesia
Autora: Geysiane Andrade


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