O homem apontado como principal suspeito do triplo homicídio ocorrido em uma padaria em Ribeirão das Neves, era frequentador do estabelecimento e morava e trabalhava ao lado do local.
Segundo a Polícia Civil, ele não possui condenações anteriores nem histórico de prisão, mas tem diversos registros policiais por ameaça, perseguição e ocorrências relacionadas à Lei Maria da Penha.
O crime aconteceu na noite do dia 4 e vitimou três mulheres, entre elas menores de idade. A Polícia Militar foi acionada por volta das 20h40 e, ao chegar ao local, encontrou duas vítimas já sem vida dentro da padaria. Uma terceira mulher foi socorrida pelo Samu, mas também morreu. O local foi isolado para os trabalhos da perícia
Inicialmente, um adolescente chegou a ser apreendido como suspeito, após relatos e contradições identificadas no momento da abordagem. No entanto, com o avanço das investigações, um segundo suspeito maior de idade, foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, diversos elementos encontrados com ele, como capacete, motocicleta e a arma apreendida, apresentam características compatíveis com os fatos investigados tanto na padaria quanto em uma tentativa de homicídio registrada no dia seguinte em uma oficina mecânica na mesma região.
A polícia informou que ainda não crava a autoria do triplo homicídio, mas considera o homem preso um “grande suspeito”. A prisão em flagrante foi ratificada e houve representação pela prisão preventiva no âmbito das investigações sobre as mortes.
A motivação do crime segue sob apuração. Segundo a Polícia Civil, existem linhas investigativas em andamento, que incluem hipóteses de natureza passional ou patrimonial, mas nenhuma delas foi confirmada até o momento. A corporação afirma que novas diligências e perícias ainda estão em curso e que a qualificação final do crime dependerá da conclusão do inquérito.
Relembre o caso
Testemunhas relataram que o autor do crime usava uma touca e um capacete quando entrou no local, que fica no bairro Lagoa, e atirou contra as vítimas. A jovem, de 17 anos, estava no caixa no momento do ataque e foi atingida por dois tiros: um na cabeça e outro no braço. Já a mulher, cliente da padaria, levou dois tiros nas costas.
Emanuely Geovanna, de 14 anos, foi encaminhada em estado grave ao Hospital em Risoleta Neves, em Venda Nova, mas morreu na unidade de saúde. Ela sofreu deu entrada com perfurações na cabeça, no braço direito e na perna.
Ana Júlia, irmã de Emanuely, a estava no local e presenciou o ataque. Em depoimento, ela relatou que o atirador seguiu em sua direção após disparar contra as primeiras vítimas. Ela disse que pediu para não ser morta e que, nesse momento, ele teria feito um gesto de deboche, colocando os polegares nas bochechas e mostrando a língua. Na sequência, fugiu de moto.
Segundo o registro policial, testemunhas relataram que o autor seria o ex-namorado de Nathielly e que ele teria discutido com a vítima por ciúmes antes do ataque. As outras duas vítimas teriam tentado intervir para defender a jovem, momento em que ele teria começado a atirar.













