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A Justiça de Belo Horizonte negou o pedido da defesa de Paola Stefany, acusada de matar um casal de idosos em um apartamento no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul da capital, para substituir a prisão preventiva por prisão domiciliar por razões humanitárias. A decisão foi proferida na sexta-feira (18) pelo juiz Alexandre Magno de Resende Oliveira, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Belo Horizonte.

Paola responde pelo crime de latrocínio, roubo seguido de morte e está presa preventivamente desde 2 de julho. Segundo as informações do processo, ela foi localizada em um hotel enquanto tentava deixar Minas Gerais com o filho em direção ao Espírito Santo.

No pedido, os advogados afirmaram que a acusada possui ludopatia e transtorno afetivo bipolar em episódio maníaco com sintomas psicóticos. A defesa também alegou que ela apresentaria risco elevado de suicídio e que a unidade prisional não seria adequada para o tratamento necessário.

Os diagnósticos foram apresentados por meio de um parecer psiquiátrico-forense e de uma avaliação psicológica particulares. A defesa também relatou que Paola teria sido agredida fisicamente por outras detentas dentro da cela.

Ao analisar o pedido, o magistrado afirmou que a concessão de prisão domiciliar por razões humanitárias exige comprovação inequívoca de que a pessoa presa esteja “extremamente debilitada por motivo de doença grave”. Segundo ele, também é necessário demonstrar que o sistema prisional não dispõe de condições para oferecer o tratamento adequado.

Na decisão, o juiz destacou ainda a existência de uma avaliação realizada no âmbito do Incidente de Insanidade Mental, conduzida por peritos do Instituto Médico-Legal (IML).

De acordo com o laudo citado pelo magistrado, Paola apresentava, na época do crime, capacidade para compreender o caráter de seus atos. Os peritos também teriam apontado que determinados comportamentos apresentados pela acusada durante o exame foram considerados “teatralizados” e afastaram a hipótese de sintomas psicóticos genuínos.

O juiz considerou que os documentos apresentados pela defesa, produzidos por profissionais particulares contratados pela acusada, não eram suficientes para justificar a substituição da prisão preventiva pela modalidade domiciliar.

Com a decisão, Paola Stefany permanece presa preventivamente enquanto responde ao processo pelo crime de latrocínio.

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O laudo de sanidade mental de Paola Stefany Neto Cirino concluiu que a diarista não sofreu delírios, alucinações ou alterações graves de humor quando matou um casal de idosos em Belo Horizonte. A perícia, finalizada nesta quinta-feira (17), teve seus documentos obtidos pela Rádio Itatiaia, embora o processo corra sob sigilo judicial.

O crime ocorreu em 29 de junho de 2024, no apartamento das vítimas, no bairro São Pedro, Região Centro-Sul da capital. Paola confessou a autoria do latrocínio (roubo seguido de morte) que vitimou o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76.

A ré passou pelos exames na última segunda-feira (14), após o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) acolher o pedido de instauração do incidente de insanidade mental. Durante a entrevista, Paola alegou ter ouvido vozes e visto vultos que a teriam induzido a cometer o duplo homicídio e a fugir em seguida.

Conclusão da perícia médica

Os peritos afirmaram que, à época dos fatos, Paola tinha plena capacidade de compreender o caráter criminoso de suas ações. O laudo registrou apenas que ela apresentava quadro de uso nocivo de medicamentos, transtorno do jogo patológico e acentuação de traços de personalidade.

"Não foram identificados elementos clínicos que preencham critérios diagnósticos operacionais para transtornos psicóticos (esquizofrenia, transtorno delirante ou transtorno esquizoafetivo) ou mesmo transtorno do humor com sintomas psicóticos", apontaram os médicos.

A equipe responsável pela avaliação destacou ainda que a ré se comportou "de forma teatralizada e inconsistente no relato de sua patologia". Segundo os especialistas, durante as duas horas de entrevista, o estado mental da ré demonstrou "completa organização psíquica, com coerência lógica das ideias e ausência de qualquer alteração sensoperceptiva verdadeira".

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A diarista Paola Stefany Neto Cirino, acusada de matar um casal de idosos em Belo Horizonte, passa nesta segunda-feira (14) por uma perícia psiquiátrica para avaliar sua condição mental na época do crime. Entre os elementos considerados pela Justiça está o histórico de atendimento da acusada no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de Ribeirão das Neves.


O exame faz parte do incidente de insanidade mental instaurado pela Justiça de Minas Gerais. A avaliação busca determinar se Paola tinha capacidade de compreender o caráter ilícito dos atos e de se autodeterminar no momento do crime. A perícia foi determinada após o juiz Alexandre Magno de Resende Oliveira, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Belo Horizonte, apontar a existência de dúvida sobre a saúde mental da acusada.
Segundo a decisão, familiares relataram um histórico de instabilidade emocional e a mulher já havia recebido atendimento psiquiátrico de urgência no Hospital André Luiz e no CAPS de Ribeirão das Neves. Documentos anexados ao processo também apontam que ela fazia uso contínuo de medicamentos controlados, como clonazepam e quetiapina.

A defesa havia solicitado a realização do exame. O pedido foi acolhido pela Justiça em agosto. Com a instauração do incidente, o processo principal fica suspenso até a conclusão da avaliação, sem impedir a realização de diligências que possam ser prejudicadas pela espera.

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Vítima, de 21 anos, foi assassinada na última segunda-feira (7) no bairro Xangrilá, em Ribeirão das Neves; suspeito, de 24 anos, foi preso na sexta-feira (11)

Foi concedida à família materna, neste sábado (12/9), a guarda provisória da filha de 1 ano de Ana Beatriz Gomes dos Santos, espancada até a morte pelo ex-companheiro em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Desde o crime, ocorrido na última segunda-feira (7), a criança estava com a família do suspeito de feminicídio, de 24 anos, que foi preso na tarde da última sexta-feira (11).
A informação foi confirmada a O TEMPO pelo advogado da família, Fabiano Lopes. Imagens obtidas pela reportagem mostram o momento em que a criança é recebida pelos parentes de Ana, chegando acompanhada de um oficial de Justiça.
Fabiano Lopes, advogado contratado pela família da vítima, conta que uma ação de busca e apreensão e guarda provisória da criança foi ajuizada na sexta-feira pela manhã. "Despachamos com o juiz da Família de Contagem e conseguimos que fosse realizada a busca e apreensão e, graças a Deus, a criança está com a família da Ana Beatriz, a guarda provisória vai ficar com eles", comemorou.
O advogado afirmou ainda que, agora, a família seguirá persistindo na Justiça para que a guarda fique de forma definitiva com os parentes da vítima de feminicídio. "Eles já perderam a filha, mais do que justo que a criança, que é uma extensão da filha deles, fique com a família. Agora, vamos vamos continuar a auxiliar a Polícia Civil e a família para que o Marco Antônio vá ao júri e que ele tenha uma pena condizente com o tamanho da violência que ele cometeu", concluiu Lopes.
Até dois dias após o feminicídio, os parentes da vítima ainda não sabiam o paradeiro da criança. A guarda da filha seria um dos motivos para a briga que terminou com o suspeito espancando a mulher.


Procurado, o advogado do homem, Bruno Correa Lemos, informou por nota que, assim que a família do suspeito tomou conhecimento da medida liminar, proferida pela Vara das Famílias, a entrega da criança foi providenciada "de imediato", "sem qualquer tipo de resistência".
Ainda segundo o advogado, na próxima semana, a defesa providenciará a "devida habilitação nos autos", passando a acompanhar formalmente o feito e a adotar as medidas cabíveis.
"Importante destacar que a família do autor participará ativamente do processo de guarda, sempre pautando sua atuação pelo melhor interesse da criança e pela preservação de seu bem-estar, ao mesmo tempo em que serão asseguradas todas as garantias legais inerentes aos núcleos familiares e, sobretudo, à própria criança", concluiu Lemos.

Relembre o crime

De acordo com o registro da ocorrência, o primo do suspeito, que reside na casa ao lado, contou que estava preparando o jantar para os avós quando ouviu uma discussão entre o casal. O familiar contou que as brigas eram frequentes, devido à dificuldade de ambos em seguir com a vida após o fim do relacionamento e, também, diante da disputa pela guarda da filha do casal, de apenas um ano. Por isso, ao ouvir a discussão, ele não teria ido até a casa do primo.
Entretanto, alguns minutos depois, ao perceber que a briga teria acabado e um silêncio tomou conta do local, ele foi até a residência e encontrou a vítima caída. O suspeito já havia fugido do local. O homem, então, acionou o Samu e a Polícia Militar (PMMG).
Os médicos do Samu confirmaram o óbito da vítima, que apresentava sinais de espancamento. A perícia da Polícia Civil (PCMG) foi acionada e identificou que a causa da morte teria sido uma série de lesões na cabeça, compatíveis com socos e chutes. Não foram encontrados no local objetos que poderiam ter sido usados no crime.

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Um homem de 35 anos ficou ferido após ser atingido por um disparo nas costas dentro de um ônibus que levava custodiados da Penitenciária José Maria Alckmin, em Ribeirão das Neves. O caso ocorreu no fim da tarde do último sábado (12), na altura do bairro Bernardo Monteiro, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A ocorrência mobilizou a Polícia Militar após a entrada da vítima em uma unidade de saúde local. Em depoimento aos agentes, o homem explicou que atua em uma obra no centro de Contagem por meio de um programa de ressocialização pelo trabalho externo. Segundo o relato, o tiro teria sido disparado de forma acidental por outro detento instalado no assento traseiro durante o trajeto de recolhimento dos trabalhadores.
O condutor do coletivo relatou que ouviu o estrondo por volta das 16h, momentos depois de parar na Rua Reginaldo de Souza Lima para o embarque de parte do grupo. Diante da emergência, o motorista desviou a rota para socorrer a vítima, que deu entrada no Hospital Municipal de Contagem. O detento permanece sob supervisão e escolta de agentes da Polícia Penal.

Contradições e versão de "acordo interno"

As apurações sobre a autoria do disparo revelaram inconsistências. Um jovem de 28 anos assumiu ser o responsável pelo tiro e alegou ter descartado a arma de fogo pela janela durante o trajeto. No entanto, ele sustentou que assumiu a culpa apenas por conta de um "código de conduta" entre os próprios presos, que impõe ao detento mais jovem a obrigação de responder por eventuais ilícitos do grupo. Em contrapartida, uma denúncia anônima indicou outro suspeito como o verdadeiro atirador; este negou qualquer participação, mas teve seu telefone celular apreendido pela investigação.

Apreensão de ilícitos no veículo

Durante a vistoria efetuada no ônibus com o apoio de cães farejadores, os policiais militares encontraram:

Porções de maconha

Pinos de cocaína

Valores em dinheiro

Uma faca

Em nota oficial, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) declarou que a direção do presídio adotou as medidas operacionais e administrativas cabíveis logo após a constatação do incide no retorno do trabalho externo. A massa institucional informou que o atingido foi socorrido prontamente e que o autor do disparo acabou conduzido à Delegacia de Plantão da Polícia Civil para o registro da ocorrência.

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Um corpo ainda não identificado foi localizado no Córrego Carrancas, manancial que corta a divisa entre os municípios de Ribeirão das Neves e Vespasiano, na manhã desta quinta-feira (10). A vítima, do sexo masculino, foi avistada por moradores do bairro Suely enquanto atravessavam uma ponte na região por volta das 6h.

A ocorrência mobilizou equipes de resgate e forças de segurança que atuam no limite entre as duas cidades. O Corpo de Bombeiros realizou a retirada do cadáver, que estava preso à vegetação na margem do curso d'água, e a área foi isolada para o trabalho da perícia técnica.

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames de necropsia para determinar a causa da morte e a identificação oficial. O caso será apurado pela Polícia Civil para esclarecer se o crime ocorreu no local ou se a vítima foi carregada pela correnteza ao longo do trecho metropolitano do córrego.

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Marco Antônio do Nascimento de Souza, de 24 anos, apontado como o principal suspeito da morte de Ana Beatryz Gomes dos Santos, de 21 anos, apresentou-se à Polícia Civil. O crime ocorreu na última segunda-feira (7), no bairro Xangri-Lá, em Ribeirão das Neves, e gerou comoção e protestos na região.
De acordo com as investigações preliminares, a jovem foi até a residência do ex-companheiro para buscar a filha do casal, uma bebê de um ano. Testemunhas relataram que Ana Beatryz entrou no imóvel e não retornou. O corpo da vítima foi localizado com sinais de agressão física graves.
O caso provocou indignação entre moradores do bairro Xangri-Lá e familiares da vítima, que realizaram manifestações cobrando celeridade na apuração e a localização da criança. A guarda da bebê e o andamento do inquérito seguem sob acompanhamento da Polícia Civil de Minas Gerais e dos órgãos de proteção da comarca de Ribeirão das Neves.
A defesa do investigado e os familiares da vítima acompanham os procedimentos da Polícia Judiciária.

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De acordo com reportagem do Jornal O Tempo, a família de Ana Beatriz Gomes dos Santos, espancada até a morte pelo ex-companheiro, ainda não tem informações sobre o paradeiro da filha da vítima, de apenas 1 ano.
A criança estava na casa do pai e teria presenciado o crime. O feminicídio aconteceu na noite de segunda-feira (7/9), no bairro Xangrilá, em Ribeirão das Neves, após uma briga motivada pelo fim do relacionamento e pela disputa da guarda da menina. O suspeito do crime já foi identificado, mas é procurado pelas autoridades policiais.

Reginaldo Gomes Carneiro, tio de Ana Beatriz, conta que no dia em que a sobrinha foi morta, chegou a ir até o local e pedir para poder levar a criança para os avós maternos. No entanto, a Polícia Militar não permitiu já que ela estava aos cuidados de outros familiares.

“A gente não tem notícia nenhuma de onde ela está, não sabemos se tá com o pai, se tá com com a família dele, a gente não tem notícia nenhuma”, lamenta Carneiro.

Ana Beatriz foi velada nesta quarta-feira (9/9), no Cemitério da Paz, na região Noroeste, de BH. O sepultamento foi no mesmo local. Ana Beatriz e o suspeito terminaram o relacionamento há cerca de três meses. Os dois ficaram juntos por quatro anos.

De acordo com Reginaldo, a família ainda está assimilando o que aconteceu. Ele conta que seu irmão, pai de Ana Beatriz, está desolado. “Meu irmão está desolado, velando a filha dele sem poder nem ver o rosto da criança dele. É muito triste para um pai passar por uma situação dessa”.

No dia do crime, uma testemunha contou à PMMG que levou a vítima até a casa do ex para buscar a criança, após um pedido da tia da mulher. O homem contou que chegou ao local por volta de 21h20 e aguardou a mulher por cerca de 20 minutos. Contudo, diante da demora, ele ligou para a familiar da mulher, que pediu que ele retornasse ao trabalho e disse que, posteriormente, iria pedir um carro por aplicativo para a sobrinha.

De acordo com o relato, a tia da vítima tinha conhecimento dos atritos entre o ex-casal, que, segundo ela, aconteciam porque o suspeito não aceitava o fim do relacionamento. O boletim de ocorrência não informa a localização da criança, filha do casal. A PMMG fez buscas à procura do suspeito, mas ele não foi localizado. O caso é investigado pela PCMG.

Relembre o crime

De acordo com o registro da ocorrência, o primo do suspeito, que reside na casa ao lado, contou que estava preparando o jantar para os avós quando ouviu uma discussão entre o casal. O familiar contou que as brigas eram frequentes devido à dificuldade de ambos em seguir com a vida após o fim do relacionamento e também diante da disputa pela guarda da filha do casal, de apenas um ano. Por isso, ao ouvir a discussão, ele não teria ido até a casa do primo.

Entretanto, alguns minutos depois, ao perceber que a briga teria acabado e um silêncio tomou conta do local, ele foi até a residência e encontrou a vítima caída. O suspeito já havia fugido do local. O homem, então, acionou o Samu e a Polícia Militar (PMMG).

Os médicos do Samu confirmaram o óbito da vítima, que apresentava sinais de espancamento. A perícia da Polícia Civil (PCMG) foi acionada e identificou que a causa da morte teria sido uma série de lesões na cabeça, compatíveis com socos e chutes. Não foram encontrados no local objetos que poderiam ter sido usados no crime.

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Esquema criou sites falsos do Governo do Estado, enganou mais de 2,4 mil contribuintes e desviou cerca de R$ 1,7 milhão via Pix.
Uma ação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deflagrou a Operação Contramão para desarticular uma organização criminosa acusada de clonar o portal oficial do Governo de Minas e aplicar golpes no pagamento do IPVA. A fraude, que operava desde 2024, fez pelo menos 2.435 vítimas e gerou um prejuízo estimado em R$ 1.746.312,44.
A investigação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate aos Crimes Cibernéticos (Gaeciber) e pela 11ª Promotoria de Justiça de Combate ao Crime Organizado da capital. Os suspeitos respondem por estelionato qualificado por fraude eletrônica e organização criminosa.

Como funcionava o esquema cibernético

O grupo atuava estrategicamente nos períodos de vencimento do imposto, criando páginas eletrônicas visualmente idênticas às plataformas governamentais. Para induzir as vítimas ao erro, utilizavam domínios na internet contendo termos como “gov”, “detran” e “minasgerais”.
Ao gerar o QR Code para efetuar o pagamento via Pix, os contribuintes acreditavam estar quitando o tributo. No entanto, o montante era direcionado para empresas de fachada controladas pelo grupo e, em seguida, pulverizado em contas bancárias pessoais localizadas em Goiás, Maranhão, São Paulo e no entorno do Distrito Federal.

Durante a ofensiva, foram expedidos 14 mandados de prisão preventiva e 10 de busca e apreensão. A ação mobilizou forças do MPMG, da Polícia Militar e da Polícia Civil mineira, além do suporte das polícias e Ministérios Públicos de Goiás, São Paulo e Maranhão.
As ordens judiciais foram cumpridas nas seguintes localidades:

Goiás: Aparecida de Goiânia, Valparaíso de Goiás e Luziânia
Maranhão: Imperatriz e São Luís
São Paulo: São Paulo (capital) e Ribeirão Preto

Até a última atualização, 10 investigados foram presos. Nas buscas, os agentes apreenderam celulares, notebooks, pendrives, cartões bancários, um simulacro de arma de fogo e 11 papelotes de substância análoga à cocaína.
O promotor de Justiça e coordenador do Gaeciber, André Salles Dias Pinto, alertou para o prejuízo institucional do golpe. “As fraudes cibernéticas se alimentam da confiança que o cidadão deposita nos canais oficiais. Quando o criminoso clona o portal do Estado, ele não subtrai apenas o valor do imposto: corrói a relação entre o contribuinte e a administração pública”, ressaltou.
O material apreendido passará por perícia técnica. A polícia mantém as buscas para localizar os investigados que permanecem foragidos, enquanto o processo tramita sob sigilo de Justiça.

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As imagens são analisadas pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) para determinar o que aconteceu nas horas que antecederam a morte

A investigação sobre a morte de um homem no bairro Metropolitano, em Ribeirão das Neves, ganhou um novo elemento na sexta-feira (28/8): o irmão da vítima foi preso pela Delegacia de Homicídios da cidade. Ele é investigado pelas agressões sofridas pelo homem antes de sua morte, parte delas registrada em gravações que passaram a circular entre moradores. Em um dos vídeos, o agressor se refere à violência como “só o básico da tortura”.

As imagens são analisadas pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) para determinar o que aconteceu nas horas que antecederam a morte. O objetivo é descobrir se os ataques registrados têm relação direta com o óbito e esclarecer a dinâmica dos acontecimentos.

A polícia teve acesso a pelo menos cinco gravações depois que moradores e colaboradores procuraram as autoridades. Cópias do material foram encaminhadas aos investigadores, enquanto algumas das pessoas que contribuíram com a apuração pediram anonimato por receio de sofrer represálias.

Os vídeos apresentam cenas de violência em diferentes momentos. A vítima aparece machucada, com ferimentos nas mãos e nos braços, e é submetida a agressões e intimidações. Em determinado trecho, ela é questionada repetidamente sobre quem “manda” no local. Em outro, pede ao irmão que cesse as agressões e o chama várias vezes. As condições físicas registradas nas imagens também parecem se deteriorar: posteriormente, o homem surge muito ofegante, gemendo e tentando se proteger.

A apuração indica que a violência pode ter se prolongado por horas e ocorrido tanto no interior da residência quanto em pontos próximos ao imóvel. Os investigadores agora confrontam o conteúdo das gravações com os vestígios levantados pela perícia para reconstruir a sequência dos fatos.

Corpo foi encontrado no quintal da residência

Antes de os vídeos serem incorporados à investigação, o caso havia chegado às autoridades como uma ocorrência de mal-estar. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado até a casa onde os dois irmãos moravam depois de um homem ser dado doente. Ao chegar, a equipe encontrou a vítima morta no quintal, já com rigidez cadavérica.

As marcas espalhadas pelo corpo, incluindo diversas escoriações, levantaram dúvidas sobre a circunstância da morte e motivaram o trabalho da perícia da Polícia Civil.

Na primeira versão apresentada às autoridades, o irmão afirmou que a vítima teria sofrido uma queda durante a madrugada. Ele também citou o consumo excessivo de álcool e episódios anteriores de quedas e brigas como possíveis explicações para os ferimentos.

A existência das gravações acrescentou uma nova perspectiva ao caso e levou os investigadores a aprofundarem a apuração sobre o que ocorreu antes da morte.

A origem da sequência de agressões ainda não foi esclarecida. Os investigadores identificaram conflitos familiares relacionados à convivência entre os irmãos, mas ainda tentam determinar qual situação teria desencadeado a violência.

A Polícia Civil também procura estabelecer a cronologia dos acontecimentos, principalmente o período entre os últimos episódios registrados nas gravações, a morte e o acionamento do serviço de emergência.

Os exames periciais serão fundamentais para apontar a causa da morte e avaliar uma possível ligação com as agressões. O inquérito segue com a análise dos vídeos, dos vestígios encontrados no imóvel e no corpo da vítima e das demais provas reunidas pela equipe responsável pelo caso.

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A Prefeitura de Ribeirão das Neves oficializou a criação de uma Comissão Interna de Apuração Preliminar para investigar as circunstâncias do incidente ocorrido na Escola Municipal Bruna Diniz Patrocínio Alves, localizada no bairro Liberdade. O procedimento administrativo busca esclarecer os fatos ocorridos no dia 12 de agosto de 2026, quando a aluna Emanuelly Lana Martins Soares, de 7 anos, faleceu na instituição após um quadro de engasgo durante a merenda escolar.

De acordo com as informações apuradas, a criança, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), passou mal no refeitório. O Corpo de Bombeiros foi acionado e orientou por telefone os primeiros socorros prestados pela equipe diretiva até a chegada do SAMU. Apesar das manobras de reanimação realizadas pelas equipes de resgate por cerca de 40 minutos, a estudante não resistiu. O caso gerou comoção e divergências entre familiares e a administração municipal quanto à presença de acompanhamento especializado no momento da alimentação. Enquanto a família aponta falta de profissional de apoio, a Secretaria Municipal de Educação afirma que a aluna era autônoma para se alimentar e recebia acompanhamento dos profissionais do refeitório.

Composição e atribuições do grupo de trabalho

Instituída com base nas prerrogativas legais da Lei Orgânica Municipal, a comissão atuará no âmbito da Secretaria Municipal de Educação para colher documentos, relatos e elementos que ajudem a reconstituir a sequência dos fatos.

Entre as competências do grupo estão o levantamento de relatórios, a tomada de depoimentos, o requerimento de documentos a todos os setores municipais e a realização de diligências. A comissão terá o prazo de 60 dias para concluir os trabalhos e apresentar um relatório circunstanciado, prazo que poderá ser prorrogado por igual período mediante justificativa.


O decreto estabelece ainda restrições estritas ao manuseio de dados pessoais e sensíveis de crianças e adolescentes envolvidos no processo, garantindo o sigilo necessário previsto na legislação, sem prejuízo da transparência pública dos atos administrativos. A investigação interna funcionará de forma independente de eventuais apurações criminais conduzidas pela Polícia Civil.

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De acordo com a TV do povo, a Polícia Militar foi acionada na manhã desta sexta-feira (28) para atender a uma ocorrência de homicídio no bairro Santinho, em Ribeirão das Neves.

Um homem foi encontrado sem vida dentro de um Nissan Versa, atingido por disparo de arma de fogo. Ele havia acabado de sair de casa quando foi atingido.

Segundo as informações apuradas no local, dois suspeitos participaram da ação e fugiram em uma motocicleta logo após o crime. Até o momento, eles não foram localizados.

A perícia técnica da Polícia Civil e o serviço de remoção foram acionados para realizar os trabalhos de praxe no local. A Polícia Militar realiza diligências na região e câmeras de segurança devem ser analisadas para auxiliar na identificação dos suspeitos e no esclarecimento da dinâmica dos fatos.

As causas e a motivação do homicídio serão investigadas pela Polícia Civil.

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