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Política

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) confirmou a candidatura de Alexandre Kalil ao governo de Minas Gerais. A oficialização ocorreu em convenção estadual realizada em Belo Horizonte, oportunidade na qual a legenda também homologou os nomes que disputarão as vagas para a Câmara dos Deputados e para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

O ato político contou com a presença do presidente nacional da agremiação, Carlos Lupi, e do presidente do diretório estadual, o deputado federal Mário Heringer, além de correligionários e lideranças regionais que compuseram a mesa diretora do evento.

Esta será a segunda vez que Alexandre Kalil, de 67 anos, disputará o comando do Executivo estadual. A trajetória política do candidato inclui a eleição para a Prefeitura de Belo Horizonte em 2016 e a reeleição, em primeiro turno, no pleito de 2020.

Em março de 2022, Kalil renunciou ao cargo de prefeito da capital para concorrer ao governo de Minas Gerais, ocasião em que terminou a disputa em segundo lugar. Após articulações e movimentações partidárias nos últimos anos, o ex-prefeito filiou-se ao PDT com o objetivo de liderar o projeto da legenda na corrida eleitoral do estado.

Prazos e calendário da Justiça Eleitoral
A confirmação do nome de Kalil insere-se no período de convenções partidárias estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). De acordo com as normas eleitorais:

Prazo para convenções: As definições de candidaturas e eventuais coligações devem ocorrer até o dia 5 de agosto.

Registro de candidaturas: As atas e escolhas aprovadas nas convenções precisam ser registradas na Justiça Eleitoral até 15 de agosto.

Início oficial da campanha: A propaganda eleitoral liberada começa no dia 16 de agosto.

Dia da votação: O primeiro turno das eleições está agendado para o dia 4 de outubro, data em que os eleitores votarão para os cargos de presidente da República, governador, senador (duas vagas por estado), deputado federal e deputado estadual.

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O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (15), o Projeto de Lei 1.242/2026, que criminaliza o registro e a divulgação, sem autorização, de imagens que permitam identificar vítimas de crimes, acidentes ou cadáveres. Como o texto foi alterado pelos senadores, a proposta retorna à Câmara dos Deputados para nova análise.

De autoria da deputada federal Laura Carneiro (PSD-RJ), o projeto recebeu parecer favorável do senador Marcelo Castro (MDB-PI). A proposta altera o Código Civil e o Código Penal para ampliar a proteção da honra, da imagem e da dignidade das vítimas.

Pelo texto aprovado, passa a ser crime divulgar esse tipo de material sem justa causa. A medida busca coibir a exposição indevida de vítimas, prática comum em redes sociais e aplicativos de mensagens.

A proposta prevê exceções quando a divulgação for necessária para fins de investigação ou processo judicial, atender a um interesse público devidamente justificado ou ocorrer com o consentimento da própria vítima.

Durante a tramitação no Senado, os parlamentares reduziram a pena prevista no projeto. A versão aprovada pela Câmara estabelecia reclusão de um a três anos, além de multa. Com a alteração feita pelo relator, a punição passou para detenção de seis meses a dois anos, também acompanhada de multa.

A votação estava prevista para ocorrer nesta quinta-feira (16), mas foi antecipada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Agora, a matéria segue novamente para a Câmara dos Deputados, que decidirá se mantém ou não as mudanças promovidas pelos senadores.

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O Senado Federal aprovou o projeto de lei que torna a educação financeira um tema transversal e integrador nos currículos dos ensinos fundamental e médio. Como o texto recebeu alterações durante a tramitação na Casa, a proposta retorna à Câmara dos Deputados para nova análise.

O projeto, de autoria da deputada federal Any Ortiz (Cidadania-RS), prevê que a educação financeira seja abordada ao longo de toda a trajetória escolar, integrada a disciplinas já existentes, como matemática, história e geografia, sem a criação de uma matéria específica.

Além da educação financeira, o texto inclui conteúdos relacionados à educação fiscal, previdenciária e securitária. O objetivo é ampliar o conhecimento dos estudantes sobre planejamento financeiro, administração do orçamento, tributos, previdência e seguros, preparando-os para lidar com decisões econômicas no dia a dia.

A proposta foi aprovada na forma de um substitutivo apresentado pela senadora Teresa Leitão (PT-PE). Entre as mudanças, ficou estabelecido que os conteúdos deverão ser desenvolvidos de forma interdisciplinar, integrando diferentes áreas do conhecimento ao longo dos anos escolares.

Embora a educação financeira já esteja prevista na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) como um tema contemporâneo transversal desde 2017, o projeto busca incluir essa diretriz na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), conferindo maior respaldo legal ao tema.

Após a nova votação na Câmara dos Deputados, caso as alterações do Senado sejam aprovadas, o projeto seguirá para sanção presidencial.

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A partir deste sábado (4), data que marca o período de três meses antes do primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, entram em vigor as principais restrições destinadas a agentes públicos. O chamado "defeso eleitoral" estende-se até o dia 25 de outubro e visa assegurar o equilíbrio e a lisura do pleito.

As proibições e regras sobre a administração pública estão previstas na Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) e são disciplinadas por resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As restrições aplicam-se a servidores públicos estatutários ou não, bem como a órgãos e entidades da Administração Pública direta e indireta nas esferas federal e estadual.

Confira as principais condutas vedadas a partir deste sábado:

Atos de pessoal e contratações
Até a posse dos eleitos, fica proibido nomear, contratar, admitir ou dispensar funcionários sem justa causa, bem como suprimir ou readaptar vantagens de pessoal na circunscrição do pleito. Também estão vedadas a remoção, transferência ou exoneração de ofício de servidores.

A legislação, contudo, abre exceções para:

Nomeação ou exoneração de cargos em comissão e funções de confiança;

Nomeação para cargos do Poder Judiciário, Ministério Público, tribunais de contas e órgãos da Presidência da República;

Nomeação de aprovados em concursos públicos homologados até 3 de julho de 2026;

Contratações urgentes e inadiáveis para o funcionamento de serviços públicos essenciais, desde que autorizadas pelo chefe do Poder Executivo.

Verbas e publicidade institucional
Transferência voluntária de recursos: Fica proibido o repasse de verbas da União aos estados e dos estados aos municípios. A regra não se aplica a obrigações formais preexistentes para obras em andamento ou a recursos destinados a situações de emergência e calamidade pública.

Publicidade oficial: Está suspensa a autorização de publicidade institucional de atos, programas, obras e campanhas de órgãos públicos. Ficam de fora da proibição apenas a propaganda de produtos e serviços que concorram no mercado e casos de grave necessidade pública reconhecidos pela Justiça Eleitoral.

Pronunciamentos na TV e rádio: São vedados pronunciamentos oficiais fora do horário eleitoral gratuito, salvo em matérias urgentes e de competência governamental, sob critérios do TSE.

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A rede varejista Eletrozema, pertencente à família do ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema, recebeu cerca de R$ 23 milhões em benefícios fiscais relacionados ao ICMS entre 2019 e 2025, período em que ele comandou o governo mineiro. As informações foram divulgadas pelo Poder360 com base em dados da Secretaria de Estado da Fazenda de Minas Gerais.

Segundo o levantamento, os incentivos foram concedidos por meio de regimes especiais de tributação, mecanismos utilizados pelo Estado para estimular atividades econômicas e investimentos empresariais. Os valores foram distribuídos ao longo dos últimos anos e beneficiaram empresas do grupo controlado pela família Zema.

Em nota, Romeu Zema afirmou que a Eletrozema possui regime especial de tributação desde 2008, mais de uma década antes de sua chegada ao governo estadual. O ex-governador também declarou que os benefícios fiscais seguem critérios técnicos e legais aplicados a diversas empresas instaladas em Minas Gerais.

Dados da Receita Federal indicam que a Eletrozema tem como presidente Romero Zema, irmão do ex-governador. Ricardo Zema Neto, sobrinho de Romeu Zema, integra a diretoria da companhia.

A divulgação dos benefícios fiscais ocorre em meio ao debate sobre transparência na concessão de incentivos tributários e possíveis conflitos de interesse envolvendo agentes públicos e empresas ligadas a seus familiares. Especialistas destacam que a legalidade dos incentivos depende do cumprimento das normas estaduais e da observância dos princípios da administração pública.

O caso ganhou repercussão política por envolver uma empresa vinculada à família de um dos principais nomes do partido Novo e pré-candidato à disputa presidencial de 2026. Até o momento, não há indicação de irregularidade formal na concessão dos benefícios apontados no levantamento.

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Entrou em vigor nesta sexta-feira (19) a Lei nº 15.438/2026, que amplia de seis para 12 meses o prazo para que mulheres vítimas de violência doméstica e familiar possam formalizar queixa ou representação contra seus agressores.

Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União (DOU), a nova legislação promove alterações no Código Penal, na Lei Maria da Penha e no Código de Processo Penal, com o objetivo de ampliar o acesso das vítimas à Justiça.

Pela nova regra, o prazo de um ano passa a ser contado a partir do momento em que a vítima identifica o autor do crime. Antes, o período para apresentação da queixa era de seis meses.

A mudança teve origem no Projeto de Lei nº 421/2023, apresentado pela deputada federal Laura Carneiro (PSD-RJ). O texto foi aprovado pelo Congresso Nacional e recebeu parecer favorável das comissões de Segurança Pública, Direitos Humanos e Constituição e Justiça do Senado.

Durante a tramitação da proposta, a relatora na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), destacou que fatores como dependência econômica, vínculos afetivos, medo, vergonha e traumas frequentemente dificultam a denúncia por parte das vítimas.

Segundo a parlamentar, a ampliação do prazo reconhece a complexidade das situações de violência doméstica e oferece mais tempo para que as mulheres possam buscar proteção, romper ciclos de abuso e responsabilizar os autores das agressões.

A nova legislação já está em vigor em todo o território nacional desde sua publicação oficial.

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Embora seja um dos maiores colégios eleitorais de Minas Gerais, Ribeirão das Neves caminha na contramão do engajamento político institucional tradicional. Um levantamento de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelou que o município possui o menor índice de filiação partidária proporcional à sua população em todo o estado. Apenas 3% dos moradores nevenses são formalmente vinculados a alguma legenda política.

O cenário local contrasta drasticamente com a realidade de outras regiões do estado. Enquanto municípios do interior mineiro chegam a registrar metade de seus habitantes filiados a partidos, as grandes cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte mantêm patamares bem mais tímidos. Ainda assim, Ribeirão das Neves figura no extremo inferior do ranking, ficando abaixo de vizinhas como Betim e Contagem, que registram uma média de 5% de filiação.Desinteresse institucional e representatividadeO índice de 3% de filiados joga luz sobre um fenômeno complexo: o distanciamento entre o cidadão nevense e as siglas partidárias tradicionais. Cientistas políticos apontam que o baixo número de filiações voluntárias não significa necessariamente uma apatia da população em relação aos problemas da cidade, mas sim uma profunda crise de representatividade e descrença nas estruturas partidárias.

Em contrapartida ao esvaziamento dos partidos, lideranças locais observam que o debate político e social em Ribeirão das Neves tem se deslocado fortemente para frentes alternativas, como movimentos comunitários, coletivos culturais e projetos sociais independentes, onde a população encontra canais mais diretos de participação sem a necessidade de assinar uma ficha partidária.

Os impactos no cenário eleitoral local

A escassez de militância formal traz reflexos práticos na organização das eleições municipais. Com um quadro reduzido de filiados, os diretórios partidários de Ribeirão das Neves enfrentam maiores dificuldades para oxigenar suas bases e estruturar chapas competitivas de candidatos a vereador.Essa dinâmica acaba afunilando as decisões nas mãos de grupos políticos já estabelecidos e limita o surgimento de novas lideranças nascidas organicamente na comunidade, tornando o debate eleitoral menos ideológico e mais dependente de alianças personalistas.

O portal ribeiraodasneves.net seguirá acompanhando os desdobramentos desse cenário e ouvindo especialistas locais para analisar o comportamento do eleitorado nevense diante dos próximos desafios políticos do município.

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Política

 

Pacote inclui cadastro nacional, medidas protetivas e regras para presos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou um pacote de leis voltado ao enfrentamento da violência doméstica e familiar contra mulheres.

As medidas criam um cadastro nacional de condenados por crimes contra mulheres, ampliam hipóteses de afastamento imediato do agressor, endurecem regras para presos que continuem ameaçando vítimas e reduzem burocracias para acelerar medidas protetivas.

Os projetos foram assinados durante cerimônia no Palácio do Planalto em alusão aos 100 dias do Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio e as normas foram publicadas no Diário Oficial da União desta quinta-feira (21).

Cadastro nacional de condenados

A principal medida do pacote é a Lei 15.409/2026, que cria o Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Violência contra a Mulher (CNVM).

O banco de dados reunirá informações de pessoas condenadas com sentença transitada em julgado por crimes praticados contra mulheres, como feminicídio, estupro, perseguição, violência psicológica, importunação sexual e assédio sexual.

O sistema será administrado pelo governo federal e deverá integrar informações de órgãos de segurança pública estaduais e federais, permitindo compartilhamento de dados em tempo real entre forças policiais.

Segundo a lei, o cadastro deverá conter:

Nome completo;
CPF e RG;
Filiação;
Endereço residencial;
Fotografia frontal;
Impressões digitais; e
Identificação do crime cometido.
A identidade da vítima deverá permanecer sob sigilo.

A proposta foi apresentada pela deputada federal Silvye Alves (União-GO) e busca facilitar a localização de criminosos foragidos, fortalecer investigações e reduzir riscos de reincidência.

A nova regra entra em vigor em 60 dias.

Ampliação do afastamento do agressor

Lula também sancionou a Lei 15.411/2026, que altera a Lei Maria da Penha para ampliar as hipóteses de afastamento imediato do agressor do convívio com a vítima.

Com a mudança, o afastamento poderá ser determinado quando houver risco à integridade física, sexual, psicológica, moral ou patrimonial da mulher ou de seus dependentes.

O texto amplia o alcance das medidas protetivas para além dos casos de violência física e inclui situações envolvendo violência moral, sexual e patrimonial.

A proposta é de autoria da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB) e entrou em vigor com a publicação no Diário Oficial da União.

Regras mais duras para presos

Outra medida sancionada foi a Lei 15.410/2026, conhecida como Lei Barbara Penna, inspirada em caso de violência doméstica que ganhou repercussão nacional.

A norma altera a Lei de Execução Penal para reforçar a proteção de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, especialmente em casos de ameaças ou intimidações praticadas por condenados ou presos provisórios.

Pela nova regra, presos que continuarem ameaçando vítimas ou familiares poderão ser submetidos ao Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).

A lei também prevê transferência do preso para unidades prisionais em outros estados quando houver continuidade das ameaças durante o cumprimento da pena.

Além disso, o texto altera a Lei dos Crimes de Tortura para incluir como modalidade de tortura a submissão reiterada de mulheres a intenso sofrimento físico ou mental em contexto de violência doméstica e familiar.

A proposta é de autoria da senadora Soraya Thronicke (União-MS) e entrou em vigor na data da publicação.

Agilidade para medidas protetivas

Também foi sancionada a Lei 15.412/2026, que altera a Lei Maria da Penha para agilizar o cumprimento de medidas protetivas e decisões judiciais.

A nova norma estabelece que medidas protetivas de natureza cível, inclusive prestação de alimentos provisionais ou provisórios, passam a constituir título executivo judicial automaticamente, sem necessidade de abertura de nova ação principal.

A mudança busca reduzir burocracias e acelerar a efetivação das decisões judiciais voltadas à proteção das vítimas.

O texto também determina que juízes adotem providências para garantir o cumprimento prático das medidas protetivas concedidas.

A proposta entrou em vigor na data da publicação no Diário Oficial da União.

 

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A Penitenciária José Maria Alkmim, em Ribeirão das Neves, recebeu na última sexta-feira (15) a inauguração da nova fachada da Escola Estadual Luiz Gama. O evento formalizou a mudança de denominação da instituição de ensino, que anteriormente homenageava o médico e criminologista italiano Cesare Lombroso.

A alteração do nome foi estabelecida em conformidade com a Lei Estadual nº 24.946/2024, aprovada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A proposta é de autoria da deputada estadual Andréia de Jesus e estende a nova nomenclatura a unidades escolares situadas também no Centro de Apoio Médico e Pericial e no Presídio Inspetor José Martinho Drumond, ambos localizados no município.

De acordo com o texto da justificativa do projeto que originou a lei, a substituição do patrono baseia-se na revisão das teses defendidas por Cesare Lombroso no século XIX. O criminologista italiano ficou conhecido por teorias que associavam características físicas e biológicas à propensão ao crime, conceitos que atualmente são classificados pela comunidade acadêmica e por movimentos de direitos humanos como eugenistas e de viés racista.

O novo homenageado, Luiz Gama (1830–1882), nascido em Salvador, foi um destacado intelectual negro, jornalista e advogado autodidata. Vendido ilegalmente como escravizado na infância, ele obteve a própria liberdade na idade adulta e passou a atuar judicialmente na libertação de centenas de pessoas escravizadas, tornando-se uma das principais referências do movimento abolicionista no Brasil.
Durante a cerimônia de inauguração da nova fachada, a deputada Andréia de Jesus afirmou que a modificação legal cumpre um papel de reparação de referências no ambiente escolar. Conforme a parlamentar, a substituição dos nomes visa alinhar as instituições de ensino prisional a princípios de direitos fundamentais e à valorização da dignidade humana.

A aplicação da nova lei e a reestruturação da identidade visual das escolas prisionais integram as ações de gestão e monitoramento da educação voltada para indivíduos em cumprimento de pena no estado de Minas Gerais.

Serviço e Informações Adicionais
Instituição: Escola Estadual Luiz Gama (antiga E.E. Cesare Lombroso)

Localização: Penitenciária José Maria Alkmim, Ribeirão das Neves – MG

Legislação Regulamentadora: Lei Estadual nº 24.946/2024 (ALMG)

Consulta ao texto integral: O documento completo com as diretrizes e justificativas da nova lei pode ser acessado oficialmente no portal da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

 

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A Prefeitura de Ribeirão das Neves oficializou uma importante mudança no primeiro escalão do governo municipal. Após nove anos sob a condução da ex-deputada estadual Gláucia Brandão, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Cidadania terá uma nova titular: a assistente social Vanusa Pereira Santos.

A transição encerra um ciclo de quase uma década de Gláucia Brandão à frente da pasta, período marcado pela estruturação de políticas públicas de proteção social, fortalecimento de vínculos familiares e ampliação do atendimento socioassistencial no município.

Quem é a nova secretária?

Nascida e criada em Ribeirão das Neves, Vanusa Pereira Santos possui uma trajetória consolidada na administração pública local e formação técnica alinhada aos desafios da pasta.
Formação: Graduada em Serviço Social e pós-graduada em Gestão Pública.
Experiência na Saúde: Atuou por 15 anos na Secretaria Municipal de Saúde, ocupando o cargo de secretária adjunta da pasta durante seis anos
Outras atuações: Acumula experiência na iniciativa privada e na coordenação de projetos sociais junto ao Governo do Estado de Minas Gerais.

De acordo com a nota oficial emitida pelo Executivo, a troca de comando faz parte de um processo planejado para garantir a continuidade e o fortalecimento das ações de promoção da cidadania e assistência social na cidade. A gestão reforçou o compromisso com o atendimento humanizado e a cobertura de vulnerabilidades em todas as regiões de Neves.

A administração municipal também manifestou agradecimento público à dedicação de Gláucia Brandão ao longo dos últimos anos, destacando seu papel na consolidação da rede de assistência social do município.

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A tarde desta terça-feira (5) foi marcada por momentos de tensão no plenário da Câmara Municipal de Ribeirão das Neves.
O que deveria ser uma sessão ordinária transformou-se em um caso de polícia, resultando na detenção de um cidadão após um intenso bate-boca com o vereador Ramon Filho do Girico.

A confusão teve início durante o uso da palavra pelo parlamentar. O morador, Douglas Lima, que acompanhava a sessão, interrompeu o discurso de Ramon para questionar a atuação do Legislativo em relação à saúde pública na cidade.
Segundo o relato do denunciante, ele teria chamado o vereador de "moleque" e o acusado de omissão na fiscalização das unidades de saúde.
Diante das ofensas, o vereador Ramon Filho do Girico deu voz de prisão ao morador por segundo ele "desacato à autoridade".
O parlamentar acionou a Polícia Militar e conduziu o homem pessoalmente à delegacia para a formalização da ocorrência.
Ramon justificou a medida como necessária para manter a ordem e o respeito ao regimento interno da Casa e à Constituição Federal.

Divergências: O que aconteceu na UPA Justinópolis?

O conflito entre as partes teve origem no dia anterior, segunda-feira (4), na UPA Justinópolis, mas as versões sobre o que ocorreu na unidade de saúde são conflitantes:
De acordo com o vereador o homem detido esteve envolvido em um ato de vandalismo na UPA, que teria resultado na destruição da porta da unidade de saúde.
O vereador alegou ainda que o suspeito utiliza redes sociais para fins políticos, apoiando candidatos específicos, e que teria ido à Câmara apenas para "fazer graça" antes de proferir as ofensas.
Por outro lado, Douglas afirma que sua presença na UPA foi motivada por uma "fiscalização cidadã".
Segundo ele, a unidade apresentava problemas estruturais e demora excessiva, citando o caso de uma adolescente de 16 anos com cólica renal que aguardava atendimento em estado de sofrimento.
O morador nega veementemente qualquer ato de depredação ao patrimônio público e alega que os parlamentares estão tentando silenciar críticas legítimas sobre a crise na saúde.


Após a voz de prisão no plenário, o indivíduo foi entregue às autoridades policiais e deverá responder nos termos da lei pelo crime de desacato.
O vereador Ramon ressaltou que a imunidade parlamentar e o direito à fala dos representantes eleitos não podem ser violados por "desequilíbrios".
Já o morador sustenta que sua reação foi um desabafo contra o que considera uma falta de assistência à população nevense.

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