Iniciativa busca registrar práticas tradicionais de cura, fortalecer a memória coletiva e valorizar mulheres guardiãs de conhecimentos populares
Um projeto desenvolvido em Ribeirão das Neves pretende preservar conhecimentos tradicionais de cura que atravessam gerações e fazem parte da identidade cultural de diversas comunidades. Batizada de "Meninas do Rezo e Unguentos", a iniciativa irá identificar, registrar e valorizar a atuação de benzedeiras, raizeiras e erveiras que mantêm vivos saberes ancestrais relacionados ao uso medicinal de plantas, rezas, benzeções e tratamentos populares.
Contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, por meio do Edital nº 08/2024 de Minas Gerais, o projeto realizará um levantamento etnográfico para mapear mulheres que preservam essas práticas tradicionais no município. O objetivo é documentar um importante patrimônio cultural imaterial que, apesar de sua relevância social, enfrenta processos históricos de invisibilização e corre o risco de desaparecer com o passar do tempo.
Presentes em diferentes regiões do Brasil, as benzedeiras e raizeiras desempenham papel fundamental no cuidado comunitário. Seus conhecimentos, influenciados por matrizes indígenas, africanas e populares, unem espiritualidade, saúde, acolhimento e fortalecimento dos vínculos sociais.
De acordo com as idealizadoras do projeto, Crisângela Elen e Magna Oliveira, muitas dessas guardiãs dos saberes ancestrais já são idosas, o que torna urgente a realização de ações de registro e reconhecimento. A proposta busca identificar as ervas medicinais utilizadas nos processos de cura, compreender como esses conhecimentos são transmitidos entre gerações e registrar as experiências narradas pelas próprias protagonistas.
Além da pesquisa de campo, o projeto prevê a realização de cinco encontros de troca de saberes e oficinas práticas voltadas à produção de unguentos, tinturas, águas florais e sabão artesanal. As atividades têm como objetivo promover o intercâmbio entre gerações, fortalecer práticas de autocuidado e ampliar o reconhecimento da medicina popular como patrimônio cultural.
Todo o processo será registrado em uma cartilha construída coletivamente pelas participantes. O material reunirá relatos, fotografias, desenhos, receitas tradicionais e informações sobre folhas, raízes e seus usos terapêuticos. Ao todo, serão impressos 50 exemplares, que serão distribuídos entre as participantes, órgãos públicos e iniciativas ligadas à agricultura urbana e comunitária.
A proposta também dialoga com temas contemporâneos como sustentabilidade, biodiversidade e valorização dos conhecimentos tradicionais. Ribeirão das Neves está situada em uma área de transição do bioma Cerrado, reconhecido pela grande diversidade de espécies com potencial medicinal e frequentemente chamado por pesquisadores e comunidades tradicionais de "farmácia viva".
O público diretamente beneficiado será composto por cerca de 35 mulheres em situação de vulnerabilidade social, incluindo idosas, desempregadas e vítimas de violência doméstica que participam do coletivo Mulheres de Areias. Além desse grupo, a expectativa é alcançar aproximadamente 100 pessoas de forma indireta por meio das ações formativas e da circulação da cartilha.
Para as organizadoras, registrar a atuação das benzedeiras e raizeiras significa reconhecer trajetórias historicamente invisibilizadas e fortalecer práticas que continuam sendo referência de cuidado em diversas comunidades. Em um período marcado por crises ambientais, transformações sociais e desafios coletivos, a valorização dos saberes ancestrais surge como estratégia de preservação da identidade cultural, promoção da saúde comunitária e resistência dos modos tradicionais de viver, cuidar e compartilhar conhecimento.
Plataforma centraliza oportunidades de especialização, mestrado e doutorado presenciais e EAD para professores da educação básica.
Com o objetivo de combater o déficit de formação adequada e fortalecer o magistério na educação básica, o Ministério da Educação (MEC) passou a divulgar novas vagas para cursos gratuitos de pós-graduação, mestrado, doutorado e especializações. As oportunidades, viabilizadas por meio de universidades federais e institutos federais de diversas regiões do país, estão centralizadas no Portal Mais Professores, plataforma que integra o programa federal Mais Professores para o Brasil.
O acesso às vagas com inscrições abertas ou que iniciarão em breve pode ser feito diretamente na plataforma, por meio do botão “Oportunidades”. O sistema reúne em um único ambiente as informações sobre os cursos disponíveis, os prazos de inscrição e as instituições ofertantes, facilitando a navegação dos docentes.
Foco no combate ao déficit de formação
A ampliação da oferta busca mitigar um cenário crítico na educação brasileira. Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) revelam que 33% das docências da educação básica no país não possuem professores com formação compatível com a área em que atuam.
Disponibilizados tanto na modalidade presencial quanto a distância (EAD), os cursos buscam atualizar os profissionais com novas metodologias e tecnologias, garantindo a melhoria das competências pedagógicas em sala de aula.
Alinhamento com o Plano Nacional de Educação (PNE)
A iniciativa cumpre um papel estratégico no atendimento das diretrizes nacionais de ensino, alinhando-se diretamente às Metas 15 e 16 do PNE:
Meta 15: Garantir que todos os professores da educação básica possuam formação específica de nível superior.
Meta 16: Formar 50% dos professores da educação básica em nível de pós-graduação.
Dentro da plataforma, o interessado encontra cursos vinculados ao programa Universidade Aberta do Brasil (UAB), além de capacitações oferecidas no Ambiente Virtual de Aprendizagem do Ministério da Educação (Avamec) e na plataforma Aprenda Mais.
Integração pedagógica e recursos adicionais
Além do catálogo de cursos de pós-graduação lato sensu e stricto sensu, o portal conecta os docentes a uma rede mais ampla de ferramentas de apoio:
Plataforma Mecred: Espaço voltado para a integração e troca pedagógica por meio de recursos educacionais compartilhados.
Programas de Formação Continuada: Acesso a ações específicas como o Proec (Escola e Comunidade), o Proditec (voltado para diretores e técnicos) e o Prilei (focado na inovação e na educação integral).
O Programa Mais Professores para o Brasil
Instituído pelo Decreto nº 12.358/2025, o programa Mais Professores para o Brasil prevê uma meta ambiciosa de atendimento a 2,3 milhões de docentes em todo o território nacional. Além do portal de formação continuada, a macropolítica do MEC engloba o programa Pé-de-Meia Licenciaturas, a bolsa Mais Professores para o Brasil, a implementação da Prova Nacional Docente, e ações externas de valorização, como benefícios em bancos públicos e descontos em redes hoteleiras.
Entrou em vigor nesta sexta-feira (19) a Lei nº 15.438/2026, que amplia de seis para 12 meses o prazo para que mulheres vítimas de violência doméstica e familiar possam formalizar queixa ou representação contra seus agressores.
Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União (DOU), a nova legislação promove alterações no Código Penal, na Lei Maria da Penha e no Código de Processo Penal, com o objetivo de ampliar o acesso das vítimas à Justiça.
Pela nova regra, o prazo de um ano passa a ser contado a partir do momento em que a vítima identifica o autor do crime. Antes, o período para apresentação da queixa era de seis meses.
A mudança teve origem no Projeto de Lei nº 421/2023, apresentado pela deputada federal Laura Carneiro (PSD-RJ). O texto foi aprovado pelo Congresso Nacional e recebeu parecer favorável das comissões de Segurança Pública, Direitos Humanos e Constituição e Justiça do Senado.
Durante a tramitação da proposta, a relatora na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), destacou que fatores como dependência econômica, vínculos afetivos, medo, vergonha e traumas frequentemente dificultam a denúncia por parte das vítimas.
Segundo a parlamentar, a ampliação do prazo reconhece a complexidade das situações de violência doméstica e oferece mais tempo para que as mulheres possam buscar proteção, romper ciclos de abuso e responsabilizar os autores das agressões.
A nova legislação já está em vigor em todo o território nacional desde sua publicação oficial.
Minas Gerais ganhou destaque em uma reportagem publicada pela revista britânica The Economist na noite desta terça-feira (16). O estado foi retratado como uma representação fiel da diversidade geográfica, econômica e social do Brasil, mas também recebeu duras críticas em relação à sua situação fiscal, considerada pela publicação como um dos principais desafios para os próximos anos.
Segundo a reportagem, Minas Gerais, segundo estado mais populoso do país, desempenha papel estratégico no cenário nacional e tem histórico de influenciar os resultados das eleições presidenciais desde a redemocratização. Para a revista, o território mineiro reflete características encontradas em diversas regiões brasileiras, o que faz do estado uma espécie de retrato do país.
Apesar dos elogios à relevância política e econômica de Minas, a publicação destacou que as finanças estaduais estão em situação crítica. De acordo com a análise, o próximo governador eleito terá a tarefa de promover ajustes severos nas contas públicas para enfrentar um quadro fiscal considerado preocupante.
A revista atribui parte dos problemas ao acúmulo de déficits previdenciários ao longo dos anos, apontando que a falta de provisionamento adequado das aposentadorias contribuiu para o agravamento das contas estaduais. Ainda segundo a reportagem, o elevado comprometimento da receita com o pagamento de juros reduz a capacidade do governo de realizar investimentos e ampliar gastos discricionários.
Outro ponto abordado foi a infraestrutura rodoviária. A publicação criticou as condições de importantes estradas que cortam o estado e apontou desafios logísticos que impactam a competitividade da economia mineira.
A exploração de recursos naturais também foi alvo de análise. Minas Gerais é um dos principais produtores brasileiros de minério de ferro, nióbio e grafite, mas a revista observa que grande parte dessa produção é destinada à exportação sem passar por processos mais avançados de industrialização, limitando a geração de valor agregado dentro do próprio estado.
Ao relacionar a situação mineira ao contexto nacional, a reportagem citou projeções do Fundo Monetário Internacional, que indicam que a dívida pública bruta do Brasil poderá alcançar 107% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2031. A análise também destaca que as elevadas taxas de retorno oferecidas por aplicações financeiras acabam desestimulando investimentos produtivos em áreas como infraestrutura, pesquisa, desenvolvimento e modernização industrial.
A reportagem reforça que os desafios enfrentados por Minas Gerais refletem questões estruturais presentes em todo o país, colocando o estado no centro do debate sobre crescimento econômico, equilíbrio fiscal e desenvolvimento sustentável nos próximos anos.
Agora, militares terão direito a quatro refeições diárias
A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) ampliou o contrato de fornecimento de alimentação para a unidade prisional do 40º Batalhão da Polícia Militar, em Ribeirão das Neves, de acordo com matéria divulgada pelo Jornal O Tempo.
A mudança inclui uma quarta refeição diária para os militares custodiados e acrescenta R$ 26,8 mil ao valor do contrato, que tem validade até setembro, mas pode ser prorrogado.
A alteração foi formalizada no último fim de semana por meio de termo aditivo ao contrato de alimentação da unidade. Com a inclusão do lanche da tarde, o valor do contrato passou de R$ 107,8 mil para R$ 134,6 mil, um aumento de aproximadamente 24,9%.
Atualmente, a prisão militar do 40º BPM possui dois policiais militares privados de liberdade, sendo um em regime fechado e outro em regime semiaberto.
Em nota, a Polícia Militar informou que a inclusão da quarta refeição não está relacionada ao número de presos da unidade, mas ao cumprimento do novo Regimento Interno do Sistema Prisional da corporação, publicado por resolução em novembro do ano passado. Segundo a PM, a norma passou a exigir o fornecimento de quatro refeições diárias aos custodiados: desjejum, almoço, jantar e lanche.
"A necessidade de inclusão de uma quarta refeição é uma determinação do novo Regimento Interno do Sistema Prisional da PMMG", informou a corporação. Ainda conforme a instituição, a adequação foi realizada em todos os quatro contratos de alimentação destinados a militares presos em unidades vinculadas à 2ª Região de Polícia Militar.
A corporação ressaltou que os valores previstos no contrato não representam necessariamente gastos efetivos. De acordo com a PM, o pagamento à empresa contratada ocorre apenas pelas refeições efetivamente fornecidas aos militares custodiados.
"O valor efetivamente pago à empresa está condicionado à ocupação de vagas da prisão", informou a instituição. A PM acrescentou que os valores referentes ao aditivo "serão devidos somente quando os militares estiverem na condição de acautelados".
Pelo contrato, o café da manhã e o lanche da tarde têm o valor unitário estimado em R$ 49,21. Já o almoço e a janta têm o valor unitário de R$ 49,26.
Empresa é responsável pelas refeições
O serviço é prestado pela empresa RADC Serviços Ltda., sediada em Sarzedo, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a documentação contratual, o fornecimento inclui café da manhã, almoço e jantar, além do novo lanche da tarde. As refeições são entregues diariamente na unidade prisional em horários previamente definidos.
A contratação de alimentação pronta é prevista pela legislação que regula a execução penal e pelas normas internas da Polícia Militar.
Investigado é suspeito de invadir a casa da vítima durante a madrugada e cometer violência doméstica e sexual em Ribeirão das Neves
Um homem de 28 anos foi preso preventivamente suspeito de descumprir medida protetiva contra a ex-companheira, de 29 anos, em Ribeirão das Neves.
O mandado de prisão foi cumprido pela Polícia Civil de Minas Gerais na segunda-feira (15), e o inquérito foi concluído na quinta-feira (18).
A investigação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher em Ribeirão das Neves, após denúncias apresentadas pela vítima. Segundo a Polícia Civil, ela relatou que o ex-companheiro entrava na casa dela durante a madrugada, mesmo com a medida protetiva em vigor, e cometia agressões e violência sexual.
De acordo com o relato da mulher aos investigadores, as violações ocorriam em mais de uma ocasião e estariam relacionadas ao fato de o suspeito não aceitar o fim do relacionamento. O homem foi ouvido durante a apuração e negou as acusações.
A Polícia Civil também colheu o depoimento de uma prima da vítima. Conforme a investigação, a testemunha afirmou que recebeu ligações da mulher chorando e relatando episódios de violência verbal e sexual praticados pelo ex-companheiro.
Com base nos elementos reunidos, o suspeito foi indiciado por crimes relacionados à violência doméstica e familiar. A prisão preventiva foi solicitada durante a apuração e cumprida antes da conclusão do inquérito. O procedimento será encaminhado ao Poder Judiciário, que ficará responsável pelos próximos atos do caso.
Embora seja um dos maiores colégios eleitorais de Minas Gerais, Ribeirão das Neves caminha na contramão do engajamento político institucional tradicional. Um levantamento de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelou que o município possui o menor índice de filiação partidária proporcional à sua população em todo o estado. Apenas 3% dos moradores nevenses são formalmente vinculados a alguma legenda política.
O cenário local contrasta drasticamente com a realidade de outras regiões do estado. Enquanto municípios do interior mineiro chegam a registrar metade de seus habitantes filiados a partidos, as grandes cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte mantêm patamares bem mais tímidos. Ainda assim, Ribeirão das Neves figura no extremo inferior do ranking, ficando abaixo de vizinhas como Betim e Contagem, que registram uma média de 5% de filiação.Desinteresse institucional e representatividadeO índice de 3% de filiados joga luz sobre um fenômeno complexo: o distanciamento entre o cidadão nevense e as siglas partidárias tradicionais. Cientistas políticos apontam que o baixo número de filiações voluntárias não significa necessariamente uma apatia da população em relação aos problemas da cidade, mas sim uma profunda crise de representatividade e descrença nas estruturas partidárias.
Em contrapartida ao esvaziamento dos partidos, lideranças locais observam que o debate político e social em Ribeirão das Neves tem se deslocado fortemente para frentes alternativas, como movimentos comunitários, coletivos culturais e projetos sociais independentes, onde a população encontra canais mais diretos de participação sem a necessidade de assinar uma ficha partidária.
Os impactos no cenário eleitoral local
A escassez de militância formal traz reflexos práticos na organização das eleições municipais. Com um quadro reduzido de filiados, os diretórios partidários de Ribeirão das Neves enfrentam maiores dificuldades para oxigenar suas bases e estruturar chapas competitivas de candidatos a vereador.Essa dinâmica acaba afunilando as decisões nas mãos de grupos políticos já estabelecidos e limita o surgimento de novas lideranças nascidas organicamente na comunidade, tornando o debate eleitoral menos ideológico e mais dependente de alianças personalistas.
O portal ribeiraodasneves.net seguirá acompanhando os desdobramentos desse cenário e ouvindo especialistas locais para analisar o comportamento do eleitorado nevense diante dos próximos desafios políticos do município.
O mês de junho é mundialmente marcado pela campanha de conscientização e combate à violência contra a pessoa idosa. No entanto, para além das campanhas institucionais, a realidade vivida por muitos cidadãos da terceira idade em Ribeirão das Neves evidencia um cenário de extrema vulnerabilidade e a urgência por políticas públicas que funcionem na prática. Recentemente, um caso no bairro Sevilha B comoveu a comunidade e acendeu o alerta para a necessidade de fiscalização e suporte efetivo por parte dos órgãos competentes.
Uma denúncia trazida por uma internauta e especialista em saúde do idoso expõe a situação de Cláudio, um homem de apenas 62 anos que, após receber alta hospitalar devido a um quadro de desidratação, desnutrição e epilepsia, foi deixado acamado e sem assistência familiar em sua residência.
Diante do abandono familiar, a sobrevivência e os cuidados básicos de Cláudio têm dependido exclusivamente da mobilização e do revezamento de vizinhos e amigos. São eles que se dividem para oferecer alimentação, banho e higiene pessoal. Contudo, os moradores relatam que a rede de apoio comunitário chegou ao limite, visto que a maioria trabalha em tempo integral e o idoso necessita de monitoramento contínuo e administração de medicamentos cujas receitas não foram localizadas.
"O que a gente quer é que o poder público chegue até ele para retirar ele daqui e levar para um lar onde possa ser cuidado", desabafou uma das vizinhas que lidera a corrente de cuidados.
A comunidade relata ter acionado os canais de denúncia, como o Disque 100 e o 181, além de buscar orientação junto à assistência social, evidenciando o sentimento de desamparo institucional que atinge não apenas este caso, mas diversas famílias em situação semelhante no município.
Especialistas cobram ações contínuas e estruturadas
O cenário caminha lado a lado com as preocupações levantadas por profissionais de gerontologia que atuam em Ribeirão das Neves. Segundo especialistas locais, quando existem ações voltadas para a terceira idade no município, elas costumam ser pontuais ou recreativas, falhando em estruturar uma rede de proteção contínua capaz de absorver demandas de alta complexidade, como o abrigamento de longa permanência, o suporte domiciliar de saúde e o acompanhamento célere de denúncias encaminhadas ao Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS).
O envelhecimento da população nevense impõe novos desafios logísticos e orçamentários. O combate à violência contra o idoso não se restringe apenas à agressão física; ele engloba a negligência, a violência patrimonial, o abandono e a ausência de dignidade no acesso à saúde e ao bem-estar.
O que dizem as autoridades
Procurada para se posicionar sobre a situação relatada no bairro Sevilha B, a Prefeitura de Ribeirão das Neves informou, por meio de nota da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Cidadania, que não havia recebido uma notificação formal anterior sobre o caso específico. Contudo, a pasta garantiu que uma visita técnica será realizada de forma imediata para verificar as condições do idoso e avaliar as providências cabíveis no âmbito da assistência social.
O portal continuará acompanhando o desfecho deste caso e trazendo debates sobre a implementação de políticas públicas voltadas à proteção e à garantia dos direitos da pessoa idosa em nossa cidade.
Como denunciar:
Casos de violência, negligência ou abandono contra idosos podem e devem ser denunciados anonimamente pelo Disque 100 (Direitos Humanos), pelo 181 (Disque Denúncia) ou diretamente nos canais de atendimento do CREAS do município.
O fotolivro faz parte de um projeto de inventário e revela como crianças e adolescentes do Quilombo Justinópolis ocupam o papel de guardiões da tradição. Através de imagens e textos sensíveis, a obra demonstra que o aprendizado no quilombo acontece nas práticas do dia a dia.
Diferente de uma visão estática da cultura, “Griots do Amanhã” mostra jovens que transitam com naturalidade entre a tradição e a contemporaneidade. “As imagens revelam histórias em continuidade. São crianças que habitam o presente, conectadas ao passado e comprometidas com o futuro”, destaca o texto de apresentação da obra.
O projeto enfatiza que, no Quilombo, a identidade não é um conceito abstrato, mas uma experiência cotidiana de pertencimento. Em um mundo que frequentemente silencia a infância negra, o Quilombo se afirma como um espaço de liberdade, autoestima e reconhecimento, onde o som do tambor orienta a experiência coletiva e ensina sem a necessidade de palavras.
O livro também presta homenagem aos mais velhos, figuras centrais na formação das novas gerações. A relação intergeracional, marcada pelo respeito e pelo afeto, garante que o passado se mantenha presente. Ao tocar um instrumento ou participar de atividades, cada jovem reforça um elo com os ancestrais e garante a permanência da cultura local.
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